Desde que assumiu a presidência da Câmara Municipal de Feira de Santana (CMFS), o vereador Fernando Torres (PSD) tem promovido verdadeiro ‘circo dos horrores’ com xingamentos, gritos e tentativa de intimidação feitos através de patéticos e desqualificados pronunciamentos realizados no plenário do legislativo municipal.
O decadente festival de deseducação protagonizado por Fernando Torres se repetiu nesta quarta-feira (17/03/2021). O parlamentar, ao tentar bancar o cômico animador de auditório, fez gracejos com a vereadora Luciane Aparecida (Lú de Ronny, MDB) e com membro da imprensa. Na sequência, contestou a crítica de fala vexatória feita contra a ele, no dia anterior, pelo vice-líder do governo, vereador Pedro Américo (DEM).
Fernando Torres concluiu a verborragia ao reportar possível indício de corrupção envolvendo cooperativa de serviços que atuou na gestão de José Carneiro Rocha (MDB), quando o mesmo ocupou, por cerca de 3 anos, a presidência do legislativo.
Reeleito vereador, José Carneiro se licenciou do cargo e, a convite do prefeito Colbert Martins (MDB), assumiu a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais.
Baixa educação formal combinada com poder econômico
O edil é uma demonstração inequívoca de que deter certa quantidade de poder econômico, no caso dele, cerca de R$ 8 milhões, não se traduz em boa educação. A situação é agravada quando observado o “nível” de educação formal declarado por Fernando Torres à Justiça Eleitoral.
“É possível supor que, se tivesse estudado um pouco mais, não abriria a boca para dizer tantas asneiras”, diz cidadão decepcionado com a desqualificada atuação do presidente da CMFS, que acrescenta, “é um sujeito com discurso e comportamento deploráveis”.
Tentativa de fragilizar Governo Colbert Martins
Se falta polidez no discurso do vereador Fernando Torres, em ordem inversa é a sanha por poder. Neste sentido, ele, ao lado de Josse Paulão (Paulão), outro sujeito com “nível” de educação formal declarada à Justiça Eleitoral, tenta fragilizar a base governista de Colbert Martins na Câmara.
Neste contexto, eles lideraram a criação do grupo ‘Os Aliados’, formado por 10, dos 18 vereadores da base governista. Jocosamente, membros da comunidade observaram o movimento político como ‘Os Aliados no Questionável Interesse por Poder e Dinheiro Público’, ou seja, formam uma espécie de amontoado de políticos que se unem para, possivelmente, enriquecer através da influência junto ao Poder Executivo Municipal.
Além deste fator, existe uma óbvia ação combinada entre Fernando Torres e Paulão com a finalidade de promover ataques contra aliados do prefeito, a exemplo do líder do governo na Câmara, vereador Luiz Augusto de Jesus (Lulinha, DEM) e dos secretários municipais José Carneiro e Pablo Roberto.
Para forçar uma capitulação de Colbert Martins ao grupo ‘Os Aliados do Dinheiro Público’, os dois vereadores têm apoiado iniciativas de membros da oposição e prometem a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) com a finalidade de investigar a administração municipal. Inciativa que atinge o período em que atuou como gestor municipal José Ronaldo de Carvalho (DEM), principal liderança política de Feira de Santana.
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