Operação Mais Valia: PGR e PF buscam provas de novo esquema criminoso no Rio de Janeiro envolvendo governador afastados Wilson Witzel e magistrados do TRT

Na Operação Mais Valia, MPF e PF investigam Wilson Witzel, magistrados do TRT do Rio de Janeiro e agentes privados por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.
Na Operação Mais Valia, MPF e PF investigam Wilson Witzel, magistrados do TRT do Rio de Janeiro e agentes privados por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) cumprem na manhã desta terça-feira (02/03/2021) novas medidas cautelares contra agentes públicos e privados investigados por participação em organização criminosa com atuação no governo estadual do Rio de Janeiro. Ao todo, são 11 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, determinados pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi. A magistrada é a relatora de uma nova frente de investigação instaurada a partir do desmembramento de outros casos em curso no Tribunal.

Entre os alvos da Operação Mais Valia estão desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e advogados ligados ao governador afastado, Wilson Witzel (PSC). A investigação apura o pagamento de vantagens indevidas a magistrados que, em contrapartida, teriam beneficiado integrantes do esquema criminoso. As medidas cautelares, cumpridas no Rio de Janeiro, decorreram de vasto acervo de provas apontando para a prática de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Desde o ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga a existência de esquemas criminosos com a participação do chefe do Executivo Estadual, já afastado do cargo. Ao todo, já foram apresentadas três denúncias ao STJ contra Witzel, a esposa, Helena, e outros envolvidos nos crimes já apurados. Entre os casos investigados estão desvios de recursos públicos destinados ao enfrentamento da epidemia da covid-19.

Wilson Witzel foi afastado do cargo em agosto do ano passado, por ordem do ministro Benedito Gonçalves, relator do inquérito principal contra ele. Em setembro, a ordem foi referendada pela Corte Especial do STJ. A primeira denúncia oferecida contra o governador já foi recebida por unanimidade pelos ministros da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.


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