A sinopse explica que o filme ‘Nomadland: sobreviver na América’ narra como após o colapso econômico de uma colônia industrial situada na zona rural de Nevada (EUA), a personagem Fern (interpretada por Frances McDormand) reúne os poucos pertences pessoais em uma van e parte rumo a uma viagem exploratória, fora da sociedade dominante, como uma nômade dos tempos modernos.
A obra fílmica foi a grande vencedor da 93ª edição do Oscar, o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Academy of Motion Picture Arts and Sciences) a receber os prêmios de ‘Melhor Filme’, ‘Melhor Direção’ para Chloé Zhao e ‘Melhor Atriz’ para Frances McDormand. A cerimônia foi sediada em Los Angeles, EUA, e ocorreu de forma mista, presencial e virtual, neste domingo (25/04/2021).
Nomadland é o terceiro filme de Chloé Zhao e apresenta nômades reais como Linda May, Swankie e Bob Wells como mentores e companheiros de Fern, em uma jornada de exploração pessoal pela vasta paisagem do oeste estadunidense.
Chloe Zhao nasceu na china e se tornou a primeira mulher asiática e a segunda mulher a levar o Oscar na categoria ‘Melhor Direção’. Kathryn Bigelow foi a primeira, em 2010.
— A premiação do Oscar 2021
Um ano diferente
Diferentemente de outras premiações durante a pandemia, incluindo a do Oscar 2020, a deste ano ocorreu de maneira presencial, mas de modo bastante restrito, somente com a presença dos indicados, apresentadores e alguns convidados.
A 93ª cerimônia do Oscar foi realizada na Union Station e no Dolby Theatre, em Los Angeles. Todos os indicados e convidados precisaram apresentar um mínimo de dois testes PCR para covid-19.
Cerimônia marcada por diversidade
Neste ano, o Oscar – historicamente dominado por homens brancos – se destacou pelas várias estatuetas concedidas a mulheres e a pessoas não brancas, entre elas Zhao.
O ator Daniel Kaluuya venceu o prêmio de melhor ator coadjuvante por sua interpretação do jovem ativista Fred Hampton no filme Judas e o messias negro. Hampton foi assassinado pelo FBI em 1969 após um informante se infiltrar na agremiação que presidia, o Partido dos Panteras Negras. Fred Hampton Jr. Trabalhou como consultor no filme, que contou apenas com integrantes negros na equipe de produção.
Anthony Hopkins surpreendeu ao levar o Oscar de melhor ator pelo filme Meu pai, no qual interpreta um homem com demência que recebe os cuidados da filha, interpretada por Olivia Colman. Um dos concorrentes de Hopkins, de 83 anos, era Chadwick Boseman, que morreu aos 43 anos em agosto do ano passado, após uma longa batalha contra um câncer. Esta foi a segunda estatueta de melhor ator recebida por Hopkins – 30 anos depois da que levou para casa por O silêncio dos inocentes.
Olivia Colman e Anthony Hopkins em cena de “Meu pai”: protagonista venceu na categoria melhor ator
Também fez história a veterana atriz coreana Yuh-Jung Youn, que ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo filme Minari, sobre uma família coreana que começa uma nova vida em Arkansas, nos EUA. Ela se tornou a primeira pessoa coreana a ganhar um Oscar por sua atuação e a segunda atriz asiática a receber uma estatueta.
O prêmio de melhor roteiro original foi para o filme Bela vingança, de Emerald Fennell. Foi o primeiro longa-metragem da atriz e roteirista, que trabalhou como roteirista principal da popular série de TV Killing Eve.
A estatueta de melhor roteiro adaptado foi para Meu pai, de Christopher Hampton e Florian Zeller.
Soul, o primeiro filme da Pixar com um protagonista afro-americano, venceu na categoria de melhor animação. Um dos compositores do filme, Jon Batiste, se tornou o segundo compositor negro a receber uma estatueta.
Novas possibilidades na pandemia
A pandemia possibilitou que filmes de menor orçamento lançados via serviços de streaming tivessem uma chance de levar para casa um prêmio, uma vez que as datas de lançamento de blockbusters de Hollywood como West Side Story, de Steven Spielberg, e The French Dispatch, de Wes Andersen, foram adiadas por causa da crise.
A produção da Netflix Mank levou os prêmios de melhor fotografia e de design de produção. O filme preto e branco de ritmo lento sobre o roteirista de Cidadão Kane, Herman J. Mankiewicz, havia recebido dez indicações.
O filme de Netflix A voz suprema do blues venceu nas categorias melhor maquiagem e cabelo e melhor figurino. Viola Davis foi indicada a melhor atriz pelo longa, tornando-se a atriz negra mais indicada ao Oscar da história.
O prêmio de melhor documentário foi para a produção da Netflix Professor Polvo.
Os ganhadores do Oscar 2021
Melhor Filme: ‘Nomadland: sobreviver na América’
Melhor Ator: Anthony Hopkins, por Meu Pai
Melhor Atriz: Frances McDormand, por Nomadland
Melhor Direção: Chloé Zhao, por Nomadland
Melhor Ator Coadjuvante: Daniel Kaluuya, por Judas e o Messias Negro
Melhor Atriz Coadjuvante: Yuh-Jung Youn, por Minari
Melhor Roteiro Adaptado: Christopher Hampton, Florian Zeller, por Meu Pai
Melhor Roteiro Original: Emerald Fennell, por Bela Vingança
Melhor Filme Internacional: Durk – Dinamarca
Melhor Fotografia: Mank
Melhor Documentário: My Octopus Teacher
Melhor Documentário em Curta-Metragem: Colette
Melhor Curta-Metragem: Two Distant Strangers
Melhor Animação: Soul
Melhor Curta de Animação: If Anything Happens I Love You
Melhor Canção Original: Fight For You (Judas e o Messias Negro)
Melhor Trilha Sonora Original: Soul
Melhor Edição: O Som do Silêncio
Melhor Figurino: A Voz Suprema do Blues
Melhor Cabelo e Maquiagem: A Voz Suprema do Blues
Melhor Edição de Som: O Som do Silêncio
Melhor Design de Produção: Mank
Melhores Efeitos Visuais: Tenet
*Com informações do DW.

Confira trailer do filme ‘Nomadland’
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