50% das lagoas de Feira de Santana foram destruídas nos últimos 30 anos

De 120 lagoas, apenas 60 ainda existem em Feira de Santana. O número representa uma perca de 50% dos mananciais nos últimos 30 anos. A situação está atribuída à degradação ambiental, como aponta o monitoramento feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAM).

“As ocupações irregulares são ainda um dos grandes problemas enfrentados”, afirma o chefe do Departamento de Educação Ambiental, João Dias. Ele destaca que invadir área de proteção é crime, conforme a Lei Federal Nº 12.651 e também a Lei Complementar Nº120/2018, que estabelecem distâncias para as construções próximo às lagoas.

“As construções devem respeitar uma distância de trinta metros das lagoas. E, ainda assim, necessitam de autorização”, ressalta o chefe de Educação Ambiental.

Ele aponta que a ocupação indevida de APP (Área de Proteção Permanente) pode ser constatada nas lagoas Chico Maia (Mangabeira), Juca Campelo (avenida Sérgio Carneiro), da Pedreira (Conceição), Pindoba (Novo Horizonte), e da Taboa, no bairro Campo Limpo.

João Dias ainda acrescenta que é importante a conscientização de todos.

“Por mais que o poder público se esforce, sem a ajuda da sociedade a gente não consegue proteger os mananciais”.

Mortes de peixes

Outro fator preocupante, segundo o chefe de Educação Ambiental, é a poluição das lagoas, sobretudo por conta do despejo de esgoto in natura, o que pode provocar a morte de peixes.

Somente este ano, três situações semelhantes ocorreram. Todas com suspeita de poluição. A mais recente ainda está em apuração pelos técnicos da Semmam.

“Iremos hoje [11] na Lagoa Grande analisar a situação, que possivelmente é motivada pela poluição, por isso reforço o pedido: cuidem dos mananciais, não joguem lixo, nem esgoto nas lagoas”, enfatizou o ambientalista.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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