As eleições presidenciais de 2022 se tornam algo cada vez mais tangível e próximo de nossa realidade. Assim, nomes começam a ser sugeridos e pré-candidaturas nascem. Diversas opções foram apresentadas, uma delas é o “senador Coca-Cola”, Tasso Jereissati (PSDB/CE), que tem ganhado força nos últimos meses. O próprio senador, em entrevistas, tem dado a entender que é sim opção do PSDB para a Presidência em 2022, disse a Associação Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (AFEBRAS), em nota enviada ao Jornal Grande Bahia (JGB) nesta sexta-feira (21/05/2021).
A entidade prossegue com a avaliação, afirmando que:
— Esse posicionamento traz preocupações ao setor de bebidas regionais, visto que Jereissati, além de ser considerado o político mais rico do Brasil, é acionista da segunda maior engarrafadora de Coca-Cola no Brasil.
— Não sendo suficiente seu relacionamento direto com a multinacional de bebidas, denúncias foram apresentadas que apontam que Jereissati utilizou seu cargo público, como senador da República, para obter benefícios como empresário da multinacional de bebidas.
— Vemos que uma eventual eleição do “Senador Coca-Cola” pode representar conflito de interesses, pois a situação geraria confronto entre interesses públicos e privados, o que comprometeria o interesse coletivo por influenciar, de maneira imprópria, o desempenho da função pública.
— Assim, sabendo do histórico de atuação de Jereissati no Congresso Nacional, sempre buscando atender os benefícios de multinacionais do setor de bebidas, e que já utilizou seu cargo para conseguir benefícios como empresário da Coca-Cola, uma eventual eleição dele para o cargo máximo do país é preocupante.
— O setor de bebidas é extremamente oligopolizado e favorável a multinacionais do setor em detrimento das empresas nacionais. O prejuízo de uma maioria a favor de poucos tem sido a regra. A concentração de mercado e a exclusão da concorrência foram impostas à indústria nacional de bebidas a partir de uma distorção fatal.
— Por isso, quando elegemos um Presidente da República, não deveríamos nos preocupar com possíveis conflitos de interesse. Aquele que assume a Presidência deve levar a vontade da maioria em consideração, buscando o melhor para todos e não a vontade de uma minoria setorial, visando atender justamente aquela minoria.
— Logo, tendo conhecimento das dificuldades do setor e o fato de que Jereissati já se utilizou de seu cargo para beneficiar a Coca-Cola, o que garante que ele não fará o mesmo como Presidente da República? É um cargo no qual seu ocupante deve pensar nos interesses de todos os brasileiros e não de um grupo econômico seleto.







