Polícia Civil do Rio de Janeiro indicia vereador Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros pela morte de Henry

Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou por homicídio duplamente qualificado o vereador Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho, sem partido), e a professora Monique Medeiros pela morte de Henry Borel, de 4 anos.
Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou por homicídio duplamente qualificado o vereador Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho, sem partido), e a professora Monique Medeiros pela morte de Henry Borel, de 4 anos.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou por homicídio duplamente qualificado, impossibilidade de defesa da vítima e pelo emprego de tortura, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como (Dr. Jairinho, sem partido), e a professora Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel, de 4 anos.

Laudo do Instituto Médico Legal revelou que o menino, morto no dia 8 de março de 2021, sofreu 23 lesões, três delas na cabeça, e morreu devido a uma hemorragia no fígado provocada por ação violenta.

Além do homicídio, Jairinho também foi indiciado por dois episódios de crime de tortura ocorridos em fevereiro e Monique, por tortura e omissão, porque, segundo as investigações, ela sabia que o filho estava sendo torturado e não agiu para evitar o crime.

O inquérito foi enviado para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro que vai decidir se denuncia ou não o casal pelos crimes.

Nova versão

Durante seu depoimento à polícia, Monique disse que Henry tinha caído da cama. Depois, em cartas escritas na prisão, ela mudou sua versão e disse que mentiu porque tinha medo de Jairinho e afirmou ter sido manipulada. A defesa quer que a polícia tome novo depoimento da professora.

“Sobre o argumento [da defesa] de calar a Monique, isso é absolutamente descabido. Ela foi ouvida por horas. Por lei, ela terá oportunidades para se manifestar em juízo: na presença de seus advogados, promotor de justiça e juiz de direito. A única pessoa que foi calada nessa situação toda foi o Henry. Ele foi calado. Ele pediu ajuda e não foi ouvido. Ela teve oportunidade de se manifestar”, disse hoje (4) o titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), delegado Henrique Damasceno, que conduziu as investigações.

Defesa

A defesa de Jairinho disse que houve muito açodamento para a conclusão do inquérito e que não há dúvida de que a mesma celeridade ocorrerá da parte do Ministério Público. “Esta pressa não é aconselhável em um processo de alta complexidade. A pressão da opinião pública não pode interferir sob pena do cometimento de erros graves”, informou a defesa.

Os advogados de Monique Medeiros disseram que ela é inocente “neste hediondo crime que vitimou seu filho”. Para a defesa, o inquérito policial foi finalizado prematuramente com erros investigativos. “Foram reinquiridas várias pessoas e admitida mudança de seus relatos. Monique não teve igual direito, em ‘dois pesos e duas medidas’”, diz a nota.

“A defesa vai trabalhar com objetivo de fazer prevalecer a verdade na Justiça. Tratar Monique como coautora do crime é erro injustificável!”, afirmou a defesa.

*Com informações da Agência Brasil.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.