Brasil ainda vive situação muito crítica com a Covid-19, diz Jarbas Barbosa médico da Opas

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) afirmou que segue colaborando com o Brasil para ajudar a conter a pandemia da Covid-19 no país.

Com a vacinação, houve uma leve redução das taxas de mortes e internações. Mesmo assim, como em outras nações nas Américas, a doença permanece uma ameaça e a população não deve baixar a guarda.

Controle

“O Brasil ainda vive uma situação muito crítica. Assim como quase todos os países da América Latina, o país, muitas vezes, tem uma pequena redução no número de mortes diárias, mas não consegue alcançar um controle. A transmissão continua num patamar muito elevado, o que exige que o Ministério da Saúde, os governadores, os governos estaduais, as Secretarias de Saúde dos estados e municípios, mantenham um alerta muito forte, mantenham todas as medidas, tenham uma boa comunicação com a população porque, provavelmente, nós ainda teremos, no Brasil, várias semanas de transmissão com risco, em alguns lugares, dos serviços de saúde, os hospitais, as UTIs, terem sua capacidade ultrapassada. Isso é um risco muito importante, por isso nós temos trabalhado com o SUS no Brasil, a Opas, apoiando, prestando cooperação técnica e ajudando a que o país possa fazer as melhores decisões e implantar aquelas medidas que tenham a base em evidências científicas, e conseguir controlar a transmissão, reduzir o número de casos, reduzir as mortes, salvar vidas, que eu creio que é o fundamental nesse momento.”

Para a Opas, é preciso manter as medidas de prevenção do vírus com distanciamento social, higienização das mãos e uso de máscaras.  A organização afirma que a vacinação somente não vai resolver o problema e tampouco fará desaparecer o risco de contaminação.

Gravidade

O médico Jarbas Barbosa afirmou que uma nova pandemia pode ocorrer a qualquer momento. Ele citou casos desde a década de 2000 de novos vírus que surgiram na Ásia, alguns com mais gravidade e outros com menos. O médico lembra que o vírus enfrenta mutações e gera novas variantes. Mas para ele, o mais importante é que os países estejam melhor preparados.

Resposta

Cada nação deve aumentar sua capacidade de detecção e resposta. A Organização Mundial da Saúde, OMS, quer contar com o apoio de países-doadores para fortalecer a capacidade de vigilância das nações em desenvolvimento.

O especialista citou ainda o sucesso do mecanismo de cooperação Covax, mas disse que é preciso criar um conjunto de regras para garantir o acesso equitativo e o financiamento adequado para a distribuição de doses.

Jarbas Barbosa lembrou a máxima da OMS sobre a pandemia: ninguém estará seguro até que todos estejam seguros.

*Com informações da ONU News.


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