Respeito e afeto são diferencial no atendimento à população de rua em Feira de Santana

Os profissionais percorrem as ruas identificando quem necessita de curativos, medicação ou consultas.
Os profissionais percorrem as ruas identificando quem necessita de curativos, medicação ou consultas.

Eles se cumprimentam pelo primeiro nome. A relação é de intimidade, respeito e afeto, o que permite o atendimento de qualidade, não importa se estão sujos ou mal vestidos. É assim que a equipe de profissionais de saúde do programa Consultório na Rua aborda as pessoas em situação de vulnerabilidade, que necessitam de serviços de saúde em Feira de Santana.

No veículo, os profissionais percorrem as ruas identificando quem necessita de curativos, medicação ou consultas. O acolhimento e a convivência facilitam a assistência.  Aqueles medicamentos que precisam ser aplicados diariamente são levados todos os dias para garantir a eficácia.

“São pessoas que precisam de uma atenção especial e a cada dia vivem desafios. O grande objetivo do Consultório na Rua é oferecer acolhimento e saúde a essa população e precisamos ter empatia”, explica a enfermeira Darlene Santos, que compõe a equipe multidisciplinar.

Ainda de acordo com ela, o laço de amizade e respeito fortalecem a cada ação. Além da enfermeira, médico, técnica de enfermagem, assistente social e psicólogo integram a equipe.

No período do inverno, pessoas em situação de rua são acometidas a problemas respiratórios, como rinite alérgica, asma, sinusite, bronquite crônica, doença obstrutiva pulmonar crônica, gripe e pneumonias. Mais uma vez, a equipe colabora com intervenções importantes, como a distribuição de roupas e agasalhos, kits de higiene e limpeza. As arrecadações são feitas no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), na rua Juvêncio Erudilho, Centro.

Ações na pandemia

Exames para diagnóstico da Covid-19 e vacinação também são alguns dos serviços iniciados pelo ‘Consultório na Rua’ desde o início da pandemia. Já são 323 pessoas vacinadas. Geiza dos Santos, 33 anos, é uma delas. Ele diz que o sentimento pelo serviço é de gratidão. “Esse acolhimento traz um sentimento de alegria para mim”, afirma.


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