Brasil vacinou totalmente 40% da população adulta contra a Covid-19

Segundo Ministério da Saúde, 64 milhões de pessoas com mais de 18 anos foram completamente imunizadas contra a covid-19 no país e 132 milhões já receberam a primeira dose. A partir da metade de setembro de 2021, idosos vão receber dose de reforço contra a Covid-19.
Segundo Ministério da Saúde, 64 milhões de pessoas com mais de 18 anos foram completamente imunizadas contra a covid-19 no país e 132 milhões já receberam a primeira dose. A partir da metade de setembro de 2021, idosos vão receber dose de reforço contra a Covid-19.

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (03/09/2021) que 40% dos maiores de 18 anos no Brasil já foram completamente imunizados contra a covid-19. Isso representa 64 milhões de pessoas.

Mais de 132 milhões de brasileiros já receberam ao menos uma dose de vacinas contra o coronavírus, o equivalente a 83,4% do público-alvo de 160 milhões de adultos no país.

Segundo o Ministério da Saúde, o avanço da vacinação contribuiu para a queda na taxa de ocupação dos leitos de covid-19, de enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que atualmente está abaixo de 50% e dentro dos padrões de normalidade em 19 estados do país.

De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a meta de vacinar 1 milhão de pessoas por dia está sendo atingida.

“Se continuarmos nesse ritmo, será possível vacinar todo público-alvo do país com as duas doses até o mês de outubro”, destacou o ministro.

Desde o início da campanha, já foram distribuídas mais de 233,7 milhões de doses das vacinas contra covid-19 pelo Programa Nacional de Imunização – somente em agosto, foram mais de 60,8 milhões de doses para todos os estados e o Distrito Federal.

No final de agosto, o Ministério da Saúde anunciou que vai começar a aplicar a terceira dose da vacina contra a covid-19 em 15 de setembro. No início da fila estarão idosos e imunossuprimidos.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 643 mil óbitos, mas têm uma população bem maior. É ainda o terceiro país com mais casos confirmados, depois de EUA (39,4 milhões) e Índia (32,8 milhões).

Começo lento

O Brasil começou a vacinar a população contra o coronavírus em 18 de janeiro. Embora seja exemplo mundial em campanhas de imunização, o país enfrentou lentidão na vacinação contra a covid-19, devido à escassez de doses.

Na contramão de quase todos os países do mundo, o Ministério da Saúde se comprometeu inicialmente com apenas uma vacina e não com um leque diversificado como ocorreu, por exemplo, na União Europeia e nos Estados Unidos.

O governo brasileiro apostou todas as fichas na vacina da AstraZeneca, fez pouco caso da Caronavac e recusou ofertas da Pfizer ao longo do segundo semestre do ano passado. A lentidão e possível omissão na compra de vacinas está sendo investigada pela CPI da Pandemia.

Outro fator que contribuiu para o começo lento da vacinação foi o atraso na liberação de insumos enviados pela China, o que suspendeu a produção no Brasil da Coronavac pelo Insituto Butantan e da vacina de Oxford pela Fundação Oswaldo Cruz.

A direção do Instituto Butantan e o governador de São Paulo, João Doria, afirmaram no começo de maio que os constantes ataques do presidente Jair Bolsonaro à China estão afetando a importação dos insumos.

Esta semana, a Comissão Europeia anunciou que superou a meta de vacinar 70% da população adulta da União Europeia, o equivalente a 255 milhões de pessoas, antes do final do verão no hemisfério norte.

*Com informações do DW.


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