Jair Bolsonaro e a banalização do mal | Por Sérgio Jones

O mal por definição, desde tempos imemoriais, se refere a tudo aquilo que não é desejável ou que deve ser destruído. Conforme definição de Plotino, filósofo grego neoplatônico, classifica o mal como a privação de toda forma de inteligibilidade.

Tal conceito é mais atual do que nunca, principalmente na era do governo negacionista de Jair Bolsonaro. Diante da escalada nunca registrada no calendário da história do Brasil.

Segmentos da sociedade organizada, dos mais diversos matizes, estão se mobilizando, tendo como objetivo dar um basta na escalada bestial adotada pelo atual governo. Que vem se alastrando, que nem erva daninha, por todo território brasileiro.

Para não nos estendermos demais sobre o assunto podemos nos ater ao fato do ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior. Que diante do descalabro social resolveu liderar o movimento da CPI da Covid.

O ato conta com a participação de um grupo de juristas que assessora os senadores. Eles buscam conjuntamente o embasamento jurídico do relatório que será apresentado na próxima semana por Renan Calheiros.

O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior afirmou, sem meias palavras, nesta quarta-feira (15/09/2021), que está claramente configurado o crime de responsabilidade de Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia de Covid- 19.

Em reunião virtual com senadores da CPI da Covid, ele enfatizou e classificou o enfrentamento da pandemia, adotado pelo governo federal, como flagrante “desrespeito aos direitos individuais e sociais”. E que tal atitude se caracteriza como crime de responsabilidade, que pode embasar em processo de impeachment.

De acordo com o parecer, o governo optou por uma ação deliberada, tendo como objetivo não conter a pandemia. O ato criminoso foi definido, pelos juristas, como uma política de Estado de negacionismo.

*Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com).


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