ADEP Bahia questiona ações do procurador-geral da República que limitam atuação de defensores públicos

Igor Santos, presidente da ADEP Bahia.
Igor Santos, presidente da ADEP Bahia.

A Associação das Defensoras e Defensores Públicos da Bahia (Adep-Ba) se pronunciou em relação às ações movidas pelo Procurador Geral da República, Augusto Aras, que tem o objetivo de limitar o poder das Defensorias Públicas.

Entre as 22 ações, está a de número 6869, em relação à Lei Complementar 26/2006 (Lei Orgânica da Defensoria da Bahia), e nelas, Aras propõe a derrubada de normas estaduais que garantem às defensoras e defensores o poder de requisitar documentos públicos. A Adep-BA considera essa movimentação como uma tentativa de intimidar a categoria, ao julgar ações diretas de inconstitucionalidade que podem limitar os poderes das defensorias públicas nos estados e também a da União.

O presidente da entidade, Igor Santos, explica que a decisão do Procurador-Geral promove retrocesso no que toca ao acesso à justiça, sobretudo pensando na situação das pessoas mais vulneráveis que dependem do serviço do Defensor Público. “A luta associativa entende que o poder de requisição é imprescindível à prestação do efetivo serviço público pelos defensores. Sua retirada será uma forma de aumentar o desequilíbrio em relação à população assistida pela Defensoria. As pessoas que procuram a defensoria pública vem de uma parcela já vulnerável da nossa sociedade e o poder de requisição de documentos tende a equiparar essa balança desigual”, destaca Santos.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.