Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza indica que políticas públicas precisam de reajustes, diz ONU

Trabalhador durante o bloqueio em Kathmandu, Nepal.
Mensagem do chefe da ONU enfatiza transformação, inclusão e sustentabilidade como prioridades do pós-pandemia. Na imagem, o trabalhador durante o bloqueio em Kathmandu, Nepal.

Neste Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza, as Nações Unidas indicam que, somente em 2020, houve cerca de 120 milhões de pessoas empurradas para a pobreza como efeito da pandemia em economias e sociedades.

O secretário-geral António Guterres adverte que “uma recuperação desequilibrada aprofunda ainda mais as desigualdades” entre os Hemisférios Norte e Sul. A mensagem para marcar o 17 de outubro de 2021 destaca a falta de solidariedade em ação.

Covid-19

O chefe da ONU aponta como um dos efeitos dessa disparidade o desequilíbrio que é observado na entrega da vacina. A situação permite o aparecimento de novas variantes da Covid-19.

Para Guterres, devem ser administradas as necessidades extremas, bem como tomar medidas para acabar com a indignação, enfrentar o sobre-endividamento e garantir o investimento de recuperação nos países mais desfavorecidos.

Na região do mundo tida como uma das mais afetadas pelas desigualdades, o vice-chefe da Comissão Econômica para África, António Pedro, disse à ONU News que é essencial dar novo impulso à cooperação global para combater a miséria.

“África acredita no multilateralismo, sem o qual o mundo não estará em condições de resolver muito dos grandes desafios. Por exemplo, as questões relacionadas com as mudanças climáticas, problemas sociais associados à migração e outras, que precisam que diferentes partes do mundo conversem e consigam forjar estratégias comuns com vista a uma transição justa, sem a qual vamos ver um mundo cada vez mais dividido e com as desigualdades sociais a aumentarem. Por exemplo, a questão da vacinação é das maiores prioridades onde é preciso a cooperação para que se consiga vencer a pandemia.”

Prioridades

A mensagem publicada pelo secretário-geral para o Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza enfatiza como prioridade que os países promovam uma “recuperação transformadora”.

O chefe da ONU defende que o mundo não retorne “às desvantagens e desigualdades estruturais endêmicas, que perpetuaram a pobreza mesmo antes da pandemia”.

Em segundo plano, Guterres defende uma recuperação inclusiva, num mundo desigual onde a fragilidade de grupos já marginalizados cresce e coloca cada vez mais longe do alcance os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Um dos exemplos do cenário é o número de mulheres em extrema pobreza que supera o dos homens. Antes da Covid-19, “22 homens entre os mais ricos do mundo tinham mais riqueza do que todas as mulheres da África e a diferença só aumentou”.

Barreiras

Como terceira prioridade para a recuperação, o secretário-geral observa que o processo deve ser sustentável por haver necessidade de se construir um mundo resiliente, descarbonizado e com carbono líquido zero.

A mensagem aponta a pobreza como “uma acusação moral” dos tempos atuais, em um mundo que pela primeira vez registrou um aumento do problema em duas décadas.

Com o compromisso de ‘Construir Melhor para o Futuro’, o chefe da ONU destaca que deve ser promovida a maior inclusão das vozes das pessoas que vivem na pobreza, enfrentar as indignidades e eliminar as barreiras.

O líder das Nações Unidas ressalta ainda que falta mais união para acabar com a pobreza e criar um mundo de justiça, dignidade e oportunidades para todos.

*Com informações da ONU News.


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