Duas caçambas e uma pá carregadeira foram necessárias para recolher o lixo que estava sendo acumulado no quintal de uma casa no conjunto Mirassol, bairro Mangabeira em Feira de Santana. Além do forte mal cheiro, o surgimento de insetos e animais peçonhentos levaram moradores da localidade a pedirem ajuda à Prefeitura de Feira de Santana por meio do Fala Feira 156.
Na manhã de segunda-feira (13/12/2021), prepostos da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SESP) e da Sustentare estiveram no local para realizar a limpeza. O morador Walter da Paz, 48 anos, contou que desde pequeno recolhe materiais que podem ser reaproveitados. “Nasci no lixo”, afirmou.
Seu Walter, que já trabalhou com carteira assinada, diz que é mais vantajoso ser autônomo. Ele sai às ruas de segunda a sábado circulando por alguns bairros da cidade, como do Parque Ipê a Santa Mônica. No final do mês diz que consegue uma renda de R$ 2.500.
“Quando chego em casa separo o que pode ser vendido e o que não presta vou acumulando. Estava pensando em pagar um caminhão para recolher o lixo. Graças a Deus, não será preciso”, disse o morador que é viúvo. Ele reside na casa com mais cinco filhos – o caçula tem três anos.
Segundo o assistente social da SESP, Hamilton dos Santos, o morador será encaminhado para os órgãos de saúde e de assistência social da Prefeitura para passar por triagem e receber acompanhamento necessário.
“É um caso de saúde pública. Portanto, ele será encaminhado para o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) da região e CAPS (Centro de Apoio Psicossocial)”, enfatizou observando que acumular objetos inservíveis é característica de quem é portador da síndrome de Diógenes.








