Durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, secretário-geral pede diálogo, quando EUA e aliados da OTAN negaram garantias à Rússia por soberania e autodefesa do território; Governo Zelensky conduz Ucrânia à desastre militar

Secretário-geral da ONU, António Guterres, discursa sobre conflito entre Rússia e Ucrânia por Região de Donbass e esquece de abordar exigências do Governo Putin para saída da OTAN e respeito à autonomia da população russa residente nos territórios do oriente.
Secretário-geral da ONU, António Guterres, discursa sobre conflito entre Rússia e Ucrânia por Região de Donbass e esquece de abordar exigências do Governo Putin para saída da OTAN e respeito à autonomia da população russa residente nos territórios do oriente.

Os 15 países-membros do Conselho de Segurança da ONU voltaram a se reunir numa sessão de emergência sobre a situação na Ucrânia.

No início do encontro, no fim da noite de nesta quarta-feira (24/02/2022), em Nova Iorque, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um apelo direto ao presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Guterres pediu ao presidente da Rússia que pare as tropas no ataque à Ucrânia e que dê uma chance à paz.

Em discurso, chefe da ONU negligenciou proposta de paz da Rússia para região com retirada da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) da Ucrânia e respeito ao povo russo residente em Donbass.

O secretário-geral contou que o dia foi tomado por rumores de uma invasão, mas que ele preferiu não acreditar nos relatos, que foram reforçados por sinais e movimentos na fronteira, como explicou a subsecretária-geral de Assuntos Políticos e Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo.

DiCarlo assumiu a palavra após o secretário-geral dizendo que houve informações sobre bombardeios pesados na linha de contato e de movimento de colunas militares em direção à Ucrânia.

Ela também citou ataques cibernéticos a sites do governo ucraniano e contou que embora não pudesse verificar as informações, havia a confirmação do fechamento do espaço aéreo da Rússia, o que indicava uma ação iminente, que só agravaria uma situação que já é perigosa.

Brasil pede diálogo

Ao assumir a palavra, os embaixadores da Albânia, dos Estados Unidos, da França, do Reino Unido e da Índia pediram o fim imediato da escalada da violência.

Albânia e Reino Unido disseram que o ataque à Ucrânia era um ataque à Carta das Nações Unidas e à ONU.

O embaixador do Brasil, Ronaldo Costa Filho, disse que ainda havia espaço para a diplomacia porque os meios de negociação ainda não haviam sido esgotados.

Os representantes da Ucrânia e da Alemanha foram convidados para o encontro.

Na entrada da reunião, o embaixador da França contou a jornalistas que o objetivo era propor uma resolução como uma última tentativa de evitar um conflito entre Rússia e Ucrânia.

Assembleia Geral

A representante da Noruega afirmou que o risco de uma guerra na Europa era fruto de uma irresponsabilidade e pediu a Rússia que evitasse o confronto.

Mesmo antes da nova escalada de tensões entre Ucrânia e Rússia, 2 milhões de ucranianos já precisavam de ajuda humanitária.

Na manhã desta quarta-feira, a Assembleia Geral realizou uma reunião sobre a Ucrânia, que recebeu mais de 80 oradores e foi estendida até à tarde em Nova Iorque.

Na segunda-feira (21/02), o presidente da Rússia Vladimir Putin disse que reconhecia como “Estados independentes” as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, na Ucrânia.

Uma decisão, que segundo o secretário-geral da ONU é uma violação dos princípios da Carta das Nações Unidas.

Resolução

Durante a reunião, o embaixador da Ucrânia informou que seu país estava sendo atacado. Por causa do conflito, o embaixador da Ucrânia disse que a Rússia deve abandonar a presidência rotativa do Conselho.

No final, o representante ucraniano, Sergiy Kyslytsya, disse que “não existe purgatório para criminosos de guerra” e que “eles vão direto pra o inferno.”

Ao terminar o encontro, o chefe a ONU, António Guterres, falou aos jornalistas que “este era o dia mais triste de seu mandato como secretário-geral.”

Guterres disse que por causa da decisão de Vladimir Putin de realizar uma “operação especial” na Ucrânia, ele apelava diretamente a Putin que levasse suas tropas de volta à Rússia e parasse o ataque.

Antes da reunião ser suspensa, a embaixadora dos Estados Undos informou que uma resolução será apreciada na quinta-feira no Conselho de Segurança.

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Uso da OTAN com finalidade ofensiva contra a Rússia, vínculos históricos com a Ucrânia e a atuação do Governo Zelenskyy no genocídio do povo russo residente na Região de Donbass | Por Vladimir Putin, presidente


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