Joe Biden, presidente dos EUA, reiterou após conversa telefônica de cerca de uma hora com Vladimir Putin, seu homólogo russo, que a Rússia sofreria consequências de Washington e aliados se escalar a situação em torno da Ucrânia.
Vladimir Putin e Joe Biden, presidentes russo e norte-americano, respetivamente, discutiram “a escalada da concentração militar da Rússia” perto da fronteira da Ucrânia em uma conversa telefônica no sábado (12/02/2022), disse a Casa Branca.
“O presidente Biden deu a entender claramente ao presidente Putin que, embora os Estados Unidos sigam preparados para se engajarem em diplomacia, em coordenação completa com nossos aliados e parceiros, estamos igualmente preparados para outros cenários”, comunicou a Casa Branca.
Biden também observou que uma “invasão russa da Ucrânia levará a sofrimento humano generalizado e enfraquecerá a posição da Rússia”.
“[…] A chamada entre os dois presidentes foi profissional e substantiva. Ela durou ligeiramente mais de uma hora. Não houve nenhuma mudança fundamental na dinâmica que tem vindo a ocorrer há várias semanas, mas acreditamos que colocamos ideias na mesa”, segundo funcionário sênior da administração norte-americana de Joe Biden.
O funcionário advertiu que se a Rússia continuar aumentando as tensões em torno da Ucrânia, “os EUA seguirão aumentando nosso apoio à Ucrânia, para que ela tenha a possibilidade de se defender. Essa abordagem não sofreu mudanças”.
Panorama internacional
Ao mesmo tempo, ele referiu que os EUA seguem sem entender se a Rússia prefere a via diplomática ou guerra contra a Ucrânia.
A consequência das tensões é a retirada do pessoal diplomático dos EUA da Ucrânia, indicou o funcionário sênior dos EUA.
“Continuamos diminuindo o nível da nossa presença diplomática em Kiev, e o nosso presidente deixou muito claro ao presidente Putin que estamos preocupados com a segurança e o bem-estar dos americanos que permanecem na Ucrânia”, relatou sobre o telefonema entre Biden e Putin, e explicou que a posição dos EUA é que não vale a pena realizar negociações publicamente porque “não consideramos tal política a melhor forma de conseguir reduzir as tensões da crise”.
O funcionário revelou igualmente que Putin e Biden, e suas respetivas equipes, seguirão contatando o outro lado sobre a situação em torno da Ucrânia nos próximos dias. No entanto, o representante dos EUA não excluiu que a Rússia decida atacar a Ucrânia nessa situação, e que Washington continua não vendo sinais de desescalada das tensões.
Sobre o incidente com o submarino de classe Virginia dos EUA, que violou as águas territoriais da Rússia nas ilhas Curilas, no Extremo Oriente do país, o membro da administração norte-americana recusou dar comentários, e sugeriu falar do caso com o Pentágono.
Nos últimos meses, países ocidentais têm acusado a Rússia de pretender invadir a Ucrânia, citando a proximidade de tropas russas da fronteira com seu vizinho. Já Moscou responde que tem todo o direito de movimentar seus militares no seu próprio território, que essas ações não devem preocupar ninguém, e questiona a crescente presença militar da OTAN no Leste Europeu, incluindo na Ucrânia, que não é Estado-membro da Aliança Atlântica.
Por telefone, Putin destaca para presidente Emmanuel Macron falta de resposta dos EUA e da OTAN sobre segurança europeia
Os presidentes francês e russo, Emmanuel Macron e Vladimir Putin, concordaram em um telefonema neste sábado (12) em continuar o diálogo sobre a segurança europeia e os acordos de Minsk sobre o Leste da Ucrânia, informou a presidência francesa.
“Os presidentes discutiram maneiras de avançar na implementação dos acordos de Minsk e continuaram as discussões sobre as condições de segurança e estabilidade na Europa. Eles expressaram o desejo de continuar o diálogo sobre essas duas questões”, disse o gabinete presidencial francês em comunicado.
Macron transmitiu as preocupações de outros líderes europeus a Putin e observou que “um diálogo sincero é incompatível com a escalada”, segundo o comunicado.
Putin, por sua vez, destacou ao mandatário francês a ausência de respostas significativas por parte dos EUA e da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) sobre as propostas russas em relação às garantias de segurança na Europa.
As alegações norte-americanas de que a Rússia teria planos para invadir a Ucrânia também foram tema da conversa. De acordo com o comunicado do Kremlin, as falsas alegações sobre uma suposta invasão têm servido como pretexto para a entrega maciça de armas avançadas à Ucrânia, que serão fornecidas às forças ucranianas na região de Donbass.
*Com informações da Sputnik Brasil.
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