EUA travam guerra econômica contra a Rússia; Com sanções, Governo Biden age com arrogância e amplia conflito na Ucrânia para ordem econômica global

Presidente Joe Biden usa poder econômico dos EUA como arma de guerra contra Rússia, China, Irã e outros países.
Presidente Joe Biden usa poder econômico dos EUA como arma de guerra contra Rússia, China, Irã e outros países.

Os Estados Unidos da América estão de fato travando uma guerra econômica contra a Rússia, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta quarta-feira (09/03/2022), comentando a declaração da subsecretária de Estado para Assuntos Políticos dos EUA, Victoria Nuland, de que, do ponto de vista dos EUA, “esta Ucrânia gambit é um fracasso estratégico para Putin.”

“Os EUA, sem dúvida, declararam uma guerra econômica contra a Rússia e estão travando essa guerra. Sim, de fato é exatamente isso”, disse o funcionário do Kremlin.

Em resposta a uma pergunta sobre quais são as chances de Moscou não perder esta guerra, considerando que os EUA estão tentando envolver o mundo inteiro em sanções contra a Rússia, o secretário de imprensa de Putin disse que é necessário fazer “o que da melhor maneira corresponde aos nossos interesses.” Ele se recusou a divulgar quaisquer detalhes sobre as possíveis sanções de retaliação.

Em 24 de fevereiro, o presidente russo, Vladimir Putin, disse em um discurso televisionado que, em resposta a um pedido dos chefes das repúblicas do Donbass, ele havia tomado a decisão de realizar uma operação militar especial para proteger as pessoas “que sofreram abusos e genocídio pelo regime de Kiev por oito anos.” O líder russo ressaltou que Moscou não tem planos de ocupar territórios ucranianos. Depois disso, os EUA, a UE, o Reino Unido e vários outros países anunciaram a introdução de sanções contra pessoas jurídicas e pessoas físicas russas.

Embargo de petróleo russo nos EUA terá impacto adverso em outros países, diz ministro turco

As restrições dos EUA às importações de petróleo da Rússia terão efeitos adversos inclusive em outros países e regiões, disse em entrevista à Sputnik o vice-ministro da Energia e Recursos Naturais da Turquia Alparslan Bayraktar.

“Na verdade, eu não sei que impacto terá esta decisão […] Mas todas as sanções anteriores dos EUA, incluindo contra o Irã, prejudicaram os mercados e a região, incluindo a Turquia. Estas sanções terão algum efeito colateral em outros países e regiões”, disse ele nas margens da conferência internacional da energia CERAWeek realizada em Houston, nos EUA.

Segundo observou o alto funcionário turco, seu país está interessado em um mercado de energia estável.

“Precisamos que as nossas economias cresçam. E eu não acho que esta decisão [de proibir importação de petróleo e gás russos] vá de alguma forma contribuir para esse objetivo”, observou vice-ministro turco.

Nesta terça-feira (8), o presidente dos EUA Joe Biden assinou um decreto proibindo a importação de fontes de energia da Rússia e novos investimentos no setor energético russo.

Paralelamente com estas declarações de Biden, vários países europeus informaram da sua decisão de reduzir as importações de energia da Rússia.

Na segunda-feira (7), o vice-primeiro-russo Aleksandr Novak disse que o embargo de petróleo russo terá consequências catastróficas para o mercado mundial e causará um aumento dos preços de até US$ 300 (cerca de R$ 1.507) por barril ou até mais.


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