Presidente Joe Biden ordena que Brasil condene incursão militar da Rússia na Ucrânia; Governo dos EUA foram corresponsáveis pelos Golpes de Estado de 1964 e 2016, e acreditam que país é colônia

O presidente Joe Biden trata o Brasil como colônia dos EUA. Estadunidense cooperaram para Golpe de Estado em 1964 e instrumentalizaram Governos Militares no controle midiático da população.
O presidente Joe Biden trata o Brasil como colônia dos EUA. Estadunidense cooperaram para Golpe de Estado em 1964 e instrumentalizaram Governos Militares no controle midiático da população.

Com o aumento das sanções norte-americanas e europeias contra a Rússia, a estratégia da diplomacia brasileira é se unir a outros países em desenvolvimento para tentar blindar as organizações internacionais e de colaboração multilateral.

O temor do Itamaraty, escreve o colunista Jamil Chade, é de que, na sanha de isolar Vladimir Putin, a pressão internacional “sequestre” as agências técnicas da ONU (Organização das Nações Unidas), além do trabalho do G20 e de outros organismos.

O racha entre as potências ocidentais e os emergentes foi exposto em alguns fóruns internacionais recentes, na OMC, na FAO e na UNESCO. Segundo fontes diplomáticas ouvidas pela publicação, a tensão deve aumentar nas próximas semanas.

A ofensiva liderada pelos EUA e membros da União Europeia (UE) de “neutralizar Moscou” foi ampliada, e a ordem na diplomacia desses países é a de usar todas as entidades para condenar a Rússia e garantir o seu isolamento político.

Para isso, norte-americanos e europeus têm liderado uma verdadeira guerra nos bastidores, buscando apoio para que resoluções e medidas sejam adotadas em todos os organismos internacionais e fóruns de debate.

A preocupação do Brasil é de que tal movimento acabe contaminando os trabalhos técnicos das entidades que lidam com temas específicos, como saúde, educação ou telecomunicações. Um dos focos é manter o G20 “blindado”, e evitar que o grupo passe a ser instrumentalizado por EUA e Europa para pressionar Putin.

Apoio aos Golpes de Estado no Brasil

O Governo dos EUA cooperou para Golpe de Estado no Brasil em 1964 e instrumentalizou Governos Militares no controle midiático da população, cujos reflexos persistem até o presente, com influência das empresas de comunicação Google e Meta.

Em 2016, ocorreu o Golpe Jurídico-Parlamentar que destituiu o mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). O envolvimento do Governo dos EUA no Golpe de Estado foi exposto no documentário ‘Citizenfour’, lançado em 24 de outubro de 2014, da cineasta Laura Poitras, que abordou a série de reportagens do jornalista Glenn Greewald sobre as denúncias do ex-agente Edward Snowden de violações de direitos civis e de Estados Nacionais a partir da atuação Agência de Segurança Nacional (NSA).

A obra gerou o filme ‘Snowden’, lançado em 10 de novembro de 2016, pelo diretor Oliver Stone, cuja audiência deu conhecimento mundial à atuação golpista do Governo dos EUA.

Brasil fica de fora de aliança comercial contra Rússia na OMC

Na avaliação do Brasil, tais espaços precisam continuar sendo “inclusivos e plurais” para dar conta das urgências humanitárias no mundo, tanto no aspecto de energia como alimentação.

O mesmo vale para a OMC (Organização Mundial do Comércio) e entidades multilaterais especializadas e técnicas. Na agência de comércio, por exemplo, uma aliança foi montada pelos EUA e europeus para retirar da Rússia direitos comerciais. Mas nem Brasil, Índia, China, África do Sul e outros emergentes se uniram à iniciativa.

Nesta semana, na UNESCO, o Brasil adotou uma postura de abstenção em uma resolução que propunha condenar a Rússia por ataques contra a liberdade de expressão, cultura e educação. Ao lado do Brasil estavam, mais uma vez, países como China, Índia e África do Sul.

Mesmo na FAO, o governo brasileiro quer liderar um pedido para que fertilizantes possam ser excluídos da lista de embargos contra a Rússia. Brasília, pressionada pelo agronegócio, alegará que tais medidas ameaçam ampliar a fome no mundo.

O governo brasileiro rejeitou participar de um projeto na Organização Mundial do Comércio (OMC) que amplia a pressão econômica sobre a Rússia.

Nesta terça-feira (15), uma coalizão formada por quase 40 países anunciou que suspenderá os direitos comerciais da Rússia.

A aliança conta com a liderança dos EUA e dos 27 países da UE, além do Canadá, da Austrália, da Islândia, do Japão, da Coreia do Sul, da Nova Zelândia, do Reino Unido e de outros.
Fontes do alto escalão do Itamaraty indicaram que, pelo menos por enquanto, o Brasil não vai aderir ao conjunto, escreve o colunista Jamil Chade.

A diplomacia brasileira, conforme comprovado em recentes pronunciamentos na ONU, aponta para os riscos das sanções, que podem representar uma ameaça para o abastecimento de alimentos no mundo.

A Rússia não incluiu o Brasil entre os países considerados hostis, e, em resposta ao UOL, a diplomacia de Moscou afirmou que o governo Bolsonaro “entende” os motivos que levaram o Kremlin a agir na Ucrânia.

Nos últimos dias, a avaliação do governo brasileiro tem sido corroborada por entidades internacionais.

A própria FAO (braço da ONU que lidera esforços para a erradicação da fome e o combate à pobreza) alertou que existe o risco de que, com a operação especial russa na Ucrânia e as sanções contra Moscou, o preço dos alimentos sofra uma alta de 20%. O resultado seria o aumento da fome no mundo.

O Brasil, ao lado de outros países latino-americanos, considera inclusive levar o tema para o debate na agência de alimentos da ONU. Esse entendimento foi compartilhado hoje (15) pelo presidente do Banco Mundial.

O governo brasileiro quer pressionar para que fertilizantes, por exemplo, sejam excluídos do regime de sanções, sob o argumento de que o impacto seria negativo para a agricultura dos países ricos e para o abastecimento de alimentos nos países mais pobres.

Na segunda-feira (14/03), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos Alberto França, criticou a decisão de países que integram a OMC de rebaixar o status comercial da Rússia de forma unilateral.

Durante uma aula magna para estudantes do curso de Relações Internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília, o chanceler disse que a medida o preocupa e cobrou discussões no âmbito da entidade antes da formalização de novas resoluções.

Sergey Lavrov: A Rússia perdeu todas as ilusões de depender do Ocidente. Moscou nunca aceitará uma visão do mundo dominada pelos Estados Unidos, que quer agir como um xerife global.
Sergey Lavrov: A Rússia perdeu todas as ilusões de depender do Ocidente. Moscou nunca aceitará uma visão do mundo dominada pelos Estados Unidos, que quer agir como um xerife global.

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.