Ucrânia tem solução possível no reconhecimento da Crimeia, DPR, LPR, diz presidente Vladimir Zelensky; “Apoio do Ocidente é insuficiente”, diz

Sobre a possibilidade da Ucrânia reconhecer a Crimeia como parte da Rússia e a independência de duas autoproclamadas Repúblicas Populares, Vladimir Zelensky destacou que "é mais difícil do que simplesmente reconhecê-las".
Sobre a possibilidade da Ucrânia reconhecer a Crimeia como parte da Rússia e a independência de duas autoproclamadas Repúblicas Populares, Vladimir Zelensky destacou que "é mais difícil do que simplesmente reconhecê-las".

A Ucrânia tem uma possível solução para a questão do reconhecimento dos territórios da Crimeia e das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk (DPR e LPR), disse o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, à ABC na terça-feira (08/03/2022).

“Este é outro ultimato e não estamos preparados para ultimatos. Mas temos a solução possível para esses <…> itens-chave”, disse Zelensky respondendo a uma pergunta sobre se Kiev continua a rejeitar as exigências de Moscou – reconhecimento da Crimeia, o DPR e o LPR, bem como a recusa da Ucrânia em aderir à OTAN. “O que precisa ser feito é que o presidente [russo] Putin comece a falar”, acrescentou o líder ucraniano.

Concentrando-se na questão sobre a possibilidade de Kiev reconhecer a Crimeia como parte da Rússia e a independência de duas autoproclamadas Repúblicas Populares, Zelensky apontou que “é mais difícil do que simplesmente reconhecê-las”.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse em um discurso televisionado em 24 de fevereiro que, em resposta a um pedido dos líderes das repúblicas do Donbass, ele decidiu realizar uma operação militar especial. O chefe de Estado russo enfatizou que Moscou não tem planos de ocupar territórios ucranianos.

Presidente da Ucrânia diz que apoio do Ocidente é insuficiente;  Ele pede que países intervenham na guerra

Em um novo depoimento dado hoje (08/03/2022), em Kiev, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os russos estão “criando um inferno” em seu país. Ele disse que a culpa por morte, ataque aéreo e bloqueio às cidades da Ucrânia é, sem dúvida, da Rússia.

“A culpa é do invasor. Mas a responsabilidade é daqueles que, há 13 dias, não conseguem aprovar, lá em algum lugar do Ocidente, nas suas salinhas, uma decisão óbvia, necessária, de assegurar o nosso céu. Daqueles que não salvaram nossas cidades dos bloqueios e das bombas, apesar de poderem fazer isso”, criticou.

Zelensky vem pedindo, desde o início da invasão russa, que os países do Ocidente criem um espaço de exclusão aérea, onde aviões estrangeiros possam entrar e atacar, derrubar aviões e helicópteros russos. No entanto, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) vem afirmando há dias que não entrará de forma ativa na guerra, apenas apoiará a Ucrânia com armamentos, equipamentos, treinamentos, recursos financeiros e ajuda humanitária.

Carta da Otan

O receio da Otan é de que, caso entrasse ativamente no conflito, uma grande guerra na Europa poderia começar. Se a Rússia atacar algum dos 30 países do bloco, o artigo 5º da Carta da Otan será ativado. O dispositivo afirma que, caso um país do bloco seja agredido, todas as outras nações devem reagir em  bloco.

“Estão nos cercando de propósito, torturam nossos cidadãos, cortam a luz, cortam o fornecimento de água e alimentos. Estamos destruindo os invasores em todos os lugares que podemos, mas há centenas de agressores em aviões e helicópteros. Sabemos que a Rússia, nesses 13 dias, perdeu mais máquinas do que nos últimos 30 anos. Mas eles ainda têm máquinas suficientes para matar, ainda há foguetes suficientes para aterrorizar nosso povo, [eles] ainda têm bombas de 500 quilos suficientes para jogar em cima de nós. Há 13 dias ouvimos somente promessas, ouvimos que já já a ajuda chegará”, queixou-se Zelensky.

O presidente ucraniano reclamou ainda da promessa de criação de corredores humanitários para evacuar a população civil. ”Nenhum corredor humanitário funcionou, não temos mais tempo. Vou continuar conversando com os líderes mundiais, eles têm que se esforçar ao máximo para parar essa guerra, esse genocídio”.

*Com informações da Agências TASS e Brasil.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.