Há 15 anos, o VIVADANÇA Festival Internacional mantém um diálogo intenso com a dança de todos os continentes, somando ao longo desse tempo um total de 248 espetáculos, cumprindo um papel importante na internacionalização da Bahia através da Dança. Nessa interlocução contínua, contabiliza a participação, durante sua história, de artistas provenientes de 56 países, sendo 20 países de todas as regiões da do continente africano, sempre presente na programação, apresentando espetáculos, filmes, oficinas e palestras. No ano passado o VIVADANÇA sedimentou esse espaço com a criação do “Conexão África”, para visibilizar e fomentar ainda mais a ponte com os artistas africanos e o público baiano e brasileiro.
Nessa 15ª edição, que estreia no Dia Internacional da Dança (29 de abril) e segue até o dia 08 de maio de 2022, o festival recebe representantes de 17 países, entre eles, Burquina Faso, Cabo Verde, Guiné, Madagascar, Marrocos, Moçambique, Nigéria, Ruanda, Senegal, Togo, Zimbábue, Argentina, Ilha de Guadalupe, Peru, Espanha, França e Portugal. O VIVADANÇA se torna um festival híbrido, no trânsito entre o presencial e as plataformas digitais.
O palco de abertura deste ano é num dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil: o Teatro Vila Velha. Na sexta-feira (29/04), às 18 horas, o VIVADANÇA estreia no Vila com a exibição presencial de “Somewhere at the Beginning”, espetáculo solo em que a aclamada dançarina e coreógrafa senegalesa Germaine Acogny – “a pioneira da dança africana contemporânea e premiada pelo Festival de Veneza com o Leão de Ouro pelo conjunto da obra – se reconcilia com o seu próprio passado, as raízes que são os pontos de partida para toda a vida, encarnada nas figuras arcaicas que a acompanham. Tendo saído da África, vivido exilada na Europa e retornado à sua terra natal, a obra de Acogny é também um diálogo entre o Ocidente e o continente africano, sobre a busca de uma identidade que nunca é algo concedido ou adquirido. O diretor franco-alemão Mikaël Serre optou por expressar esse jogo de memória com uma intimidade destinada a evitar as simplificações exageradas da ideologia”. No mesmo dia, a obra de Acogny terá também uma sessão on-line, às 20 horas, no palco virtual Stage Pluss.
Completando a programação de abertura, o VIVADANÇA Festival Internacional também celebra seus 15 anos com a Exposição VIVADANÇA, em que apresenta uma releitura criativa e inspiradora da identidade visual de edições anteriores do festival, concebida pelo multiartista baiano Pedro Gaudenz, a partir de fotografias de João Milet Meirelles, Márcio Lima e Tiago Lima. A exposição reúne 12 totens com imagens e informações preciosas da história do festival, sua expansão e rotas, evidenciando o movimento contínuo de troca com os quatro cantos do mundo, onde a Dança é grande estrela. Em parceria com o Shopping da Bahia desde 2015, a Exposição VIVADANÇA é uma ação importante que une arte e mercado, trazendo dança para inspiração do público que transita pelos seus espaços no dia a dia de trabalho ou lazer. A curadoria é da coreógrafa e diretora-geral do festival, Cristina Castro.
“O festival Vivadança marca seus 15 anos de ação contínua colocando a Bahia na rota internacional da Dança e consolidando-se como evento calendarizado. O trabalho de conexão e intercâmbio internacional foi sendo construído passo a passo tornando-se ação de destaque. Esse trabalho de criação de laços culturais é fundamental para o desenvolvimento da sociedade. Criamos pontes, levamos e trazemos conhecimento e oportunidades fomentando o mercado cultural”, avalia Cristina Castro, diretora-geral do VIVADANÇA. Nessa trajetória, acumulamos a participação de artistas de 56 países de todos os continentes do mundo, apresentações de 248 espetáculos nacionais e internacionais, 105 conteúdos virtuais de dança, entre documentários, videodança e filmes, 12 batalhas de break, 06 residências artísticas internacionais, 155 oficinas e workshops e 12 exposições, contabiliza Cristina Castro, diretora-geral do VIVADANÇA.







