Sejam missionários da alegria e do amor, diz Papa Francisco aos jovens

Na audiência a "Missio Jovens", o Papa Francisco exorta os jovens a se levantarem, cuidarem de seus irmãos e irmãs e darem testemunho com suas vidas do Evangelho da alegria, não com um sorriso publicitário, mas com o sorriso do coração.
Na audiência a "Missio Jovens", o Papa Francisco exorta os jovens a se levantarem, cuidarem de seus irmãos e irmãs e darem testemunho com suas vidas do Evangelho da alegria, não com um sorriso publicitário, mas com o sorriso do coração.

Alegres, abertos à nova vida que Jesus dá, prontos para viver uma “caridade discreta e eficaz”, “imaginativa e inteligente”. Francisco oferece “conselhos úteis” aos jovens que encontrou na manhã deste sábado (23/04/2022), por ocasião do Simpósio Missionário Juvenil, sobre o tema “De volta ao COMIGI: A missão parte novamente do futuro” e 50 anos após o nascimento do Movimento Juvenil Missionário das Pontifícias Obras Missionárias, hoje “Missio jovens”.

Uma fé forte e viva

São três verbos que o Papa indica, três pedras angulares para a missão que, diz Francisco, “deve ser vivida todos os dias”.  Eles são: “levantar-se, cuidar e testemunhar”, “três movimentos muito precisos” para sustentar o caminho. Levantar-se novamente como o jovem filho da viúva de Naim que havia morrido e que Jesus ressuscita, movido pela dor de sua mãe, “a dor daqueles que sofrem muitas vezes de forma composta e digna, daqueles que perderam a esperança, daqueles que já não veem mais um futuro”. Reanimar para recomeçar uma ação, “para relançar-se rumo a um futuro de vida, cheio de esperança e de caridade para com nossos irmãos e irmãs”.

Jesus nos dá a força para nos levantarmos e nos pede para subtrair-nos da morte do fechamento em nós mesmos, da paralisia do egoísmo, da preguiça, da superficialidade. Estas paralisias estão por toda parte. E são elas que nos bloqueiam e nos fazem viver uma fé de museu, não uma fé forte, uma fé que está mais morta que viva.

Samaritanos com olhos e coração para os outros

Francisco se deteve, em seguida, na figura do Bom Samaritano que cuida do homem que é espancado e atirado na beira da estrada. “Cuidar” é o segundo verbo que indica para “organizar a caridade com projetos de amplo alcance”. “Hoje precisamos de pessoas, especialmente jovens, que tenham olhos para ver as necessidades dos mais fracos e – acrescentou o Papa – um grande coração que os torne capazes de se gastar totalmente”. O convite é também para olhar para os missionários do passado.

Seguindo seus passos, com o estilo e os métodos adequados aos nossos tempos, cabe agora a vocês realizar uma caridade discreta e eficaz, uma caridade imaginativa e inteligente, não episódica mas contínua ao longo do tempo, capaz de acompanhar as pessoas em seu caminho de cura e crescimento.

Viver como pessoas ressuscitadas

Olhando para o testemunho dos apóstolos, Francisco pede aos jovens para “compartilhar a felicidade” com os outros, depois de ter recebido o dom de uma nova vida de Jesus. Testemunhar com a vida, “colocar sua assinatura” no que se quer compartilhar, expor-se, colocar o coração nisso.

Não se esqueçam destes três verbos: levantar-se de sua natureza sedentária, cuidar de seus irmãos e irmãs e dar testemunho do Evangelho da alegria (…) Saúdo vocês com uma frase de São Oscar Romero: “Quanto mais feliz é um homem, mais a glória de Cristo se manifesta nele”. Desejo que vocês sejam missionários da alegria, missionários do amor. O anúncio deve ser feito com o sorriso, não com a tristeza.

*Com informações de Benedetta Capelli, do Vaticano News.


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