Feira de Santana: Centro de Controle de Zoonose alerta para aumento de casos da Esporotricose em gatos

Em Feira de Santana, entre janeiro e abril de 2022, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) registrou 59 casos suspeitos de Esporotricose. Dos exames realizados, quatro tiveram resultado confirmado para a doença e três foram negativos. Outros 52 animais foram diagnosticados pela avaliação do quadro clínico epidemiológico, quando os sintomas são suficientes para concluir o caso.

A doença é uma micose causada pelo fungo Sporothrix schenckii, que pode afetar animais e humanos. Após a confirmação dos primeiros casos, o órgão iniciou as buscas por animais que tiveram contato com os infectados, para evitar a propagação da doença.

Todas as residências vizinhas ao foco da micose, que é de alta infectividade, estão sendo vistoriadas pois o solo também pode estar contaminado. Já foram realizadas ações nos bairros Capuchinhos e Santa Mônica, onde ocorreram os primeiros diagnósticos. Atualmente, o trabalho é realizado na Chácara São Cosme, Feira X e seguirá para o bairro Jardim Cruzeiro.

Os sinais mais característicos da doença são as lesões ulceradas na pele, ou seja, feridas profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente, localizando-se principalmente na face, orelhas e membros.

“Embora a Esporotricose já tenha sido relacionada a arranhaduras ou mordeduras de cães, ratos e outros pequenos animais, os gatos são os principais animais afetados e podem transmitir a doença para os seres humanos. O fungo causador geralmente habita o solo, palhas, vegetais e também madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos”, destaca a médica veterinária e coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Mirza Cordeiro.

As formas de controle e prevenção devem ser baseadas na adoção de medidas higiênico-sanitárias visando reduzir os riscos de transmissão do agente para outros animais e humanos.

O CCZ orienta que os animais doentes devem ser mantidos em isolamento e tratamento até a total cura clínica. Deve-se limitar o acesso de animais sadios e doentes a ambientes externos, evitando assim o contato com outros animais e com o ambiente que poderá estar contaminado com o fungo. Os felinos devem ser castrados, especialmente os machos semi domiciliados para minimizar as brigas que ocorrem pela disputa de territórios e por fêmeas.

Outra orientação é incinerar os cadáveres de animais com Esporotricose ao invés de enterrar, como medida de evitar a permanência e proliferação do fungo no ambiente. A remoção pode ser solicitada através do telefone 156.

A utilização de luvas durante o manejo do animal acometido pela doença é de extrema importância, assim como vestimentas adequadas. Usar luvas na manipulação com terra e plantas e seguir as orientações do médico veterinário do animal.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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