Secretaria de Saúde realiza Simpósio sobre esporotricose em Feira de Santana

A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana promoveu, nesta quinta-feira (12/09/2024), o 1º Simpósio de Esporotricose, reunindo médicos e profissionais de saúde no auditório do Centro de Educação Inclusiva Colbert Martins da Silva. O objetivo do evento foi ampliar o conhecimento sobre a esporotricose, doença conhecida como “doença do jardineiro” ou “da roseira”, causada por fungos e que pode afetar humanos e animais, especialmente gatos. A capacitação busca melhorar o reconhecimento, notificação e controle da enfermidade, que tem ganhado destaque devido à sua transmissão e possíveis complicações.

A esporotricose é uma zoonose que se transmite por meio do contato com solo contaminado, espinhos ou farpas de madeira, bem como pelas secreções e lesões de animais infectados, principalmente através de arranhões ou mordidas. A doença pode ser grave, especialmente quando não diagnosticada e tratada de maneira oportuna, levando a complicações tanto em humanos quanto em animais. O simpósio foi uma oportunidade para que os profissionais de saúde pudessem debater as formas de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

A infectologista Dra. Melissa Falcão, que conduziu a palestra principal do evento, destacou a importância da atenção dos profissionais de saúde aos sinais clínicos da esporotricose. Ela ressaltou que a doença, muitas vezes, passa despercebida, mas pode levar a consequências graves se não tratada precocemente. A médica frisou que a capacitação contínua dos profissionais é fundamental para evitar surtos e garantir o controle da disseminação da enfermidade, tanto em humanos quanto em animais.

Os principais sinais clínicos da esporotricose nos animais incluem feridas profundas, especialmente no focinho e nos membros, que se espalham e não cicatrizam. Em humanos, a doença geralmente se manifesta como um pequeno nódulo vermelho que evolui para feridas em áreas como braços, pernas e rosto. A prevenção envolve ações simples, como restringir o acesso dos animais às ruas, a castração, que ajuda a reduzir o comportamento agressivo dos gatos e, consequentemente, o risco de transmissão, e o uso de luvas ao manusear animais doentes ou ao trabalhar com terra.

O simpósio também discutiu a importância da rápida busca por atendimento médico e veterinário caso se identifiquem sintomas em humanos ou animais. A orientação é procurar uma unidade de saúde, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou um ambulatório de infectologia para avaliação e tratamento. Além disso, os profissionais foram orientados sobre a necessidade de seguir protocolos de segurança para evitar a propagação da doença.


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