O “impostômetro” é um painel que exibe uma projeção da arrecadação dos governos do Brasil (Federal, Estadual e Municipal) em tempo real no centro da capital paulista. Ele é mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) desde 2005. Segundo esse levantamento, a soma da arrecadação de União, Estados e municípios neste ano de 2022 atingiu R$ 1,6 trilhão em 25 julho. Foi a primeira vez que esse patamar foi alcançado antes de agosto.
Os dados oficiais da Receita Federal confirmam a tendência de alta no recolhimento de impostos pelo governo federal. Após o valor recorde registrado em 2021 (R$ 1,878 trilhão), a arrecadação da União somou R$ 908,5 bilhões de janeiro a maio de 2022, maior resultado da série histórica iniciada em 1995.
A carga tributária — indicador que mede o peso dos impostos da economia — também subiu no ano passado, mostrando que o crescimento da arrecadação veio acima da expansão do Produto Interno Bruto (PIB, ou soma de bens e serviços). A alta foi puxada tanto pelo governo federal, como por Estados e municípios.
Considerando apenas a carga tributária da União, o indicador ficou em 22,48% do PIB. Isso significa que o governo federal recolheu em impostos o equivalente a mais de um quinto da riqueza gerada no país no ano passado.
A carga tributária total (que inclui a arrecadação de Estados e municípios) chegou a 33,9%, maior patamar desde 2010, quando começa a série calculada pelo Tesouro Nacional. Isso representa cerca de um terço do PIB.
*Com informações da BBC Brasil.







