Mundo tem média diária de 65 casos de violações graves a crianças em conflito

As Nações Unidas confirmaram quase 24 mil atos violentos contra menores ocorridos em 2021, o equivalente a uma média de cerca de 65 violações todos os dias.

De acordo com o Relatório Anual sobre Crianças e Conflitos Armados do Secretário-Geral, publicado esta segunda-feira (11/07/2022), mais de 8.070 menores foram mortos ou mutilados durante o período. Outros milhares foram vítimas de sequestros, recrutamento ou tiveram escolas e hospitais atacados.

Acesso

O estudo coloca a realidade em Moçambique, ao lado da Etiópia e da Ucrânia, como uma preocupação que vem refletindo o “impacto dramático” de confrontos sobre os menores.

A situação moçambicana considera a gravidade e o número de violações notificadas e, sempre que possível, verificadas durante o ano passado numa situação será tida como sendo de “preocupação com efeito imediato” e incluída na edição posterior do relatório.

Os episódios relatados no estudo dizem respeito ao recrutamento e utilização de menores, morte e mutilação, violação e outras formas de violência sexual, ataques a escolas e hospitais, sequestros e negação de acesso humanitário ao grupo.

Estas realidades se adicionam as das áreas onde o problema mais prevalece, como Afeganistão, República Democrática do Congo, Israel e Territórios Palestinos, Somália, Síria e Iêmen.

Gravidade

Para a região africana do Sahel, o secretário-geral pede vigilância reforçada, tal como destacou para a Bacia do Lago Chade em 2020.

Pelo menos 5.242 meninas e 13.663 meninos foram vítimas dos episódios mais graves. Pelo menos 1,6 mil deles sofreram repetidos estupros.

Entre os menores foram mortos ou mutilados, cresce o total de vítimas de resíduos explosivos de guerra, artefatos explosivos improvisados e minas, num problema que afeta cerca de 2.257 crianças.

Combates

Pelo menos 6.310 menores foram recrutados e usados em combate. Durante o período em análise houve ainda um aumento de 20% de vítimas de violência sexual e sequestros de menores isolados em zonas de conflito.

A análise caracteriza uma “mistura mortal de conflitos crescentes, golpes militares, a eclosão de novas guerras”, bem como violações do direito internacional. Estas situações tiveram um “impacto arrasador” sobre crianças em todo o mundo.

Casos de assassinato e mutilação foram os mais numerosos, seguidos pelos de recrutamento e uso em combate ou ainda da negação do acesso humanitário.

Aliados aos ataques a escolas e hospitais, mais de 2,8 mil menores foram detidos por seres associadas ou suspeitas de ter ligação com as partes do conflito. Estes atos as tornam especialmente vulneráveis à tortura, violência sexual e a outros abusos.

*Com informações da ONU News.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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