Prefeitura de Salvador desenvolve projeto de Jardim de Chuva

Jardins de chuva devem complementar os sistemas tradicionais de drenagem, a partir de uma tecnologia de absorção da água da chuva pelo solo.
Jardins de chuva devem complementar os sistemas tradicionais de drenagem, a partir de uma tecnologia de absorção da água da chuva pelo solo.

A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (SECIS), promove, na quinta-feira (14/07/2022), das 10 às 12 horas, a capacitação virtual de técnicos municipais, a fim de desenvolver um projeto-piloto de infraestrutura verde, para drenagem de águas pluviais, também conhecida como “jardim de chuva”.

O primeiro encontro da capacitação aborda o conceito de Soluções baseadas na Natureza (SbN) para as cidades, com foco nas potencialidades da drenagem sustentável. A atividade terá abertura de Lara Caccia (WRI Brasil); em seguida, ocorre a apresentação do programa de treinamento, desenvolvimento de projeto e implementação do jardim de chuva em Salvador, por Beatriz Codas (Geasa Engenharia) e Guilherme Castagna (Fluxus Design Ecológico).

Às 11h, Beatriz Codas, Maitê Pinheiro e Carina Chaves (Geasa Engenharia) compõem o painel intitulado “O que são SbN e em que contexto têm sido aplicadas? Drenagem urbana sustentável é SbN?. Na sequência, Guilherme Castagna discorre sobre o tema “Como, quando e onde aplicar a drenagem sustentável? Jardins de chuva nas cidades brasileiras: lições aprendidas”. Finalmente, às 11h30, será aberto o espaço para diálogo dos expositores com os participantes.

“O objetivo da formação é fazer um alinhamento técnico, com análise do espaço da cidade, para depois serem elaboradas propostas de operação, elencando o conjunto de atores envolvidos, que deve incluir a Defesa Civil de Salvador (Codesal), a Secretaria Municipal de Gestão (Semge), a Secretaria de Manutenção (Seman), a Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), além da Secis”, afirmou João Resch, diretor de Sistemas de Áreas de Valor Ambiental e Cultural de Salvador (Savan), da Secis.

Ele acrescenta que os jardins de chuva devem complementar os sistemas tradicionais de drenagem, a partir de uma tecnologia de absorção da água da chuva pelo solo, o que evita alagamentos, diminui transtornos com o trânsito, aprimora a qualidade das águas e do ar e atenua a perda de biodiversidade, bem como a degradação das paisagens, especialmente num contexto de mudanças climáticas.

O projeto de desenvolvimento de jardins de chuva em Salvador conta com apoio técnico do WRI Brasil, da iniciativa Cities4Forests e está sendo realizado em parceria com o C40 e a GIZ, com suporte das empresas de consultoria Fluxus Design Ecológico, Geasa Engenharia e Piso Verde.


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