“Com todo respeito ao Poder Legislativo, não tem o menor sentido a Câmara Municipal votar o cancelamento de autorização para a construção da nova Ceasa de Feira de Santana, um empreendimento eminentemente privado”. Reagiu o secretário de Planejamento, Carlos Brito, ao saber que a Casa da Cidadania aprovou um decreto nesse sentido.
“Não existe nenhuma autorização. O que existe é um protocolo de intenções da Trade Invest Holding investir na construção de uma nova Ceasa, sem um centavo da Prefeitura, recebendo tão somente incentivos fiscais previstos em lei municipal e lei federal, como ocorre com diversos empreendimentos privados instalados no município. Até a área do novo empreendimento é particular”, salienta o secretário.
Carlos Brito ressalta também que o Município deu total transparência ao processo quando abriu um chamamento público a partir do interesse manifestado pela Trade Invest Holding, dando 30 dias para que outros empreendedores tivessem a chance de concorrer, mas ninguém mostrou interesse.
“O decreto aprovado pela Câmara Municipal expõe Feira a chacotas na iniciativa privada e eu diria até que coloca em risco nosso atrativo potencial para a instalação de empreendimentos privados, setor que já vive uma acirrada disputa entre vários municípios. Já perdemos outros grandes empreendimentos, no passado, por manifestações político-partidárias descabidas”, alertou o secretário de Planejamento.
A Trade Invest Holding pretende investir R$ 360 milhões, numa área que equivale a 82 campos de futebol, no distrito de Humildes. Serão 1.380 unidades comerciais, um hotel, posto de combustíveis, um mercadão, espaço para eventos e um agroshopping. Há uma estimativa de faturamento de R$ 2 bilhões por ano e a geração de 12 mil empregos diretos e indiretos.
Câmara derruba termo de autorização e implantação da CEASA deve ser debatida
A vereadores da Câmara Municipal de Feira de Santana, sob a liderança de Fernando Torres (PSD) derrubaram na sessão desta quinta-feira (30/06/2022) o termo de autorização no 01/2021, que delibera sobre a implantação da Central de Abastecimento (CEASA) e de empreendimentos relacionados no município.
A medida, que anula os efeitos deste termo, está prevista no Projeto de Decreto Legislativo no 18/2022, aprovado na sessão desta quinta-feira (30). De autoria da Mesa Diretiva, a proposta tem como objetivo principal a promoção de debates mais aprofundados sobre a construção da CEASA. Desta forma, toda a população, em especial, os comerciantes, poderão opinar sobre a estrutura e localização do equipamento.
Oposição a Feira de Santana
Liderados por Fernando Torres (PSD), alguns vereadores estão deixando de avaliar o interesse da comunidade de Feira de Santana para imprimir uma cega oposição ao Governo Colbert Martins. Todavia, o resultado disso tem sido o desgaste do Poder Legislativo junto à opinião pública, cuja avaliação é negativa com relação a várias medidas adotadas pelo grupo de edis comandados pelo presidente da Câmara Municipal.
O empreendimento comercial desenvolvido pela Trade Invest Holding para o município de Feira de Santana é de caráter privado e é avaliado como um dos mais significativos do país, sendo destinado ao segmento de venda de alimentos em atacado, com previsão de geração de significativa receita com impostos, além do desenvolvimento econômico com ampliação do emprego, renda e estímulo a novos negócios.
Observa-se que a tentativa de inviabilizar o empreendimento, conforme planejado pelo setor privado, pode fazer com que os investidores realizem o mesmo empreendimento a 10 km do local previsto em Feira de Santana, ou seja, deslocando do Distrito de Humildes, às margens da rodovia BR-101, para transferi-lo para o município vizinho de São Gonçalo dos Campos, em terreno situado, também, às margens da BR-101.
Neste contexto, os vereadores deixam de perceber a oportunidade em requalificar o Centro de Abastecimento, destinando a estrutura que será liberada com a transferência dos vendedores atacadistas para o novo CEASA e, com isso, implantar nos espaços comerciantes de pequeno porte, que vão atuar na venda de produtos oriundos da agricultura familiar. Além disso, no local, pode ser construído um moderno empreendimento, nos moldes do que foi realizado na CEASA do Rio Vermelho, em Salvador, com foco em pequenos comerciantes e agricultores familiares.
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