Eleições 2022: Postura em posse no TSE reforça imagem de Jair Bolsonaro “como cabo eleitoral de Lula”

A posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nessa terça-feira (16/08/2022), em Brasília, reuniu o presidente Jair Bolsonaro, o ex-presidente Lula e outros três ex-presidentes da República.
A posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nessa terça-feira (16/08/2022), em Brasília, reuniu o presidente Jair Bolsonaro, o ex-presidente Lula e outros três ex-presidentes da República.

A posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nessa terça-feira (16/08/2022), em Brasília, reuniu Jair Bolsonaro e quatro ex-presidentes da República. Mais cedo, em atos de campanha, Bolsonaro e Lula focaram no voto evangélico. Ao analisar os eventos, o cientista político David Fleisher diz que por essas e outras posturas o presidente perde muitos eleitores.

A cena em si já seria notícia. Dois arquirrivais, que disputam uma eleição tensa, com ânimos acirrados na direita e na esquerda, frente a frente no TSE. E não foram apenas Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva que estavam lá. Enquanto Bolsonaro, que por ser presidente da República ocupava a mesa central, na primeira fileira da plateia estavam, além de Lula, José Sarney, Michel Temer e Dilma Roussef – esses dois últimos acabaram não ficando lado a lado, como alguns temiam e outros esperavam.

Mas o atual presidente conseguiu chamar a atenção porque, em um auditório cheio, parece ter sido o único que não aplaudiu o discurso de Moraes em defesa do sistema eleitoral brasileiro. A TV oficial registrou o momento em que Moraes é ovacionado, mas Bolsonaro permanece indiferente. Talvez incomodado, mas sem entregar os pontos. Os ministros indicados por ele para o Supremo Tribunal Federal, André Mendonça e Nunes Marques, seguiram o público nas palmas.

O cientista político David Fleisher, da Universidade de Brasília, disse à RFI que é por essas e outras posturas que Bolsonaro perdeu muitos eleitores. “Usualmente o candidato que tenta a reeleição tem muito poder, tem a caneta na mão. Até há casos aqui e nos Estados Unidos de candidatos que não conseguiram se reeleger, mas em geral eles têm uma vantagem na disputa. O problema são as coisas que Bolsonaro fala e faz. Dizem que ele é o maior cabo eleitoral do Lula”.

Primeiros atos da campanha eleitoral

No primeiro dia oficial da campanha eleitoral no Brasil, em atos pedindo votos, Lula e Bolsonaro miraram o voto dos evangélicos.

“Vamos falar de política hoje, sim, para que amanhã ninguém nos proíba de acreditar em Deus”, afirmou o presidente a apoiadores em Juiz de Fora, Minas Gerais.

“Ele é um fariseu e está tentando manipular a boa-fé de homens e mulheres evangélicos”, afirmou Lula sobre o adversário em ato na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo.

“O eleitor evangélico é foco dos dois. Diria que principalmente as eleitoras evangélicas”, avalia o cientista político. Ele acredita que os esforços dos dois principais adversários à eleição presidencial de outubro visam convencer os indecisos, pois “pesquisas apontam que mais de 70% dos eleitores já escolheram o candidato e não parecem dispostos a mudar”.

*Com informações de Raquel Miura, da RFI.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.