O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o debate da TV Globo na noite desta quinta-feira (29/09/2022) lembrando que em seus governos o Brasil viveu o período de maior inclusão social da história, com crescimento, aumento do salário mínimo, criação de empregos e distribuição de renda.
“Você viveu no meu governo o período de maior conquista social. A verdade nua e crua é que tive o prazer de governar o país e fazer maior política de inclusão social”, disse, lembrando do legado, como o pagamento da dívida do FMI (Fundo Monetário Internacional) e a geração de emprego. “Esse é o Brasil que eu deixei. O Brasil que era motivo de orgulho, respeitado por todos os países como maior país de inclusão social”.
O ex-presidente Lula destacou que nos governos do PT os mais pobres tiveram 80% de aumento real na renda, enquanto os ricos tiveram 20%. Os pobres puderam consumir, comprando carro, celular e até fazendo churrasco e comendo picanha.
Além disso, afirmou, foram gerados 22 milhões de empregos, o salário mínimo aumentou 77% e 52 milhões de hectares de terras foram colocados à disposição da reforma agrária para assentar mais de 700 mil famílias. Lula disse ainda que não só os pobres ganharam. Os governos petistas foram bons também para banqueiros, empresários e produtores rurais.
“A Lei de Cotas é o pagamento de uma dívida de 350 anos de escravidão”, diz Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a Lei de Cotas, aprovada durante o governo do Partido dos Trabalhadores, e apontou que foi um metalúrgico quem construiu um país com mais inclusão social, coisa que a elite financeira nunca conseguiu.
“A lei de cotas é o pagamento de uma dívida que o Brasil tem de 350 anos de escravidão. Ela permite que a gente recupere a possibilidade de enfrentar o racismo, o preconceito e a marginalização. De dar ao povo periférico a oportunidade de estudar e ter direitos. E você não sabe o prazer que eu tenho de ter sido um presidente sem diploma universitário que tirou a universidade brasileira de 3,5 milhões de estudantes para 8 milhões”, declarou, durante debate da TV Globo, na noite desta quinta-feira (29/09).
Lula também afirmou que tem orgulho de ter sido o presidente que colocou os jovens da periferia nas universidades. E citou que filhos de empregadas domésticas, de faxineiros, e de lixeiros que hoje podem fazer “medicina, engenharia, diplomacia”. “Essa é a coisa importante que nós temos que fazer: dar às pessoas que durante tanto tempo não tiveram direitos ganhar cidadania”, comentou.
Cuidar do povo
Por fim, o ex-presidente relembrou que candidatos ‘outsiders’, com Felipe D’ávila, “que querem entrar na política e aparecem com salvadoras do mundo”, nunca dão certo no Brasil.
“Você está diante de uma pessoa que foi o presidente que mais teve preocupação com inclusão social neste país, e é por isso que eu vou voltar. Eu vou voltar porque o povo brasileiro está com saudades de ter emprego, aumento do salário mínimo, farmácia popular, de ter o SAMU funcionando melhor”, disse.
“O povo quer que eu volte porque eu não sou boquirroto. Eu gosto de cuidar do povo. Eu quero que as crianças possam comer, tomar café, almoçar e jantar. Ir para a escola bem vestida, que as pessoas possam trabalhar e serem respeitadas, que a empregada doméstica tenha registro em carteira, horário de almoço, que não seja tratada como cidadã de segunda categoria. É esse Brasil que aprendi a construir que vocês nunca construíram”, completou Lula.
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