O terceiro dia da 15ª edição da Feira do Livro / Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS), evento organizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), contou com ampla programação, que incluiu apresentações de escolas, palestras, contações de histórias, fanfarra, recitais de cordel, lançamentos de livros e conversas com escritores. Uma das convidadas desta quinta-feira (01/09/2022) foi a carioca Eliana Alves, autora dos romances “Água de barrela”, “O crime do cais do Valongo”, “Nada digo de ti, que em ti não veja” e “Solitária”.
O bate-papo com a escritora ocorreu no Teatro do Centro Cultural Sesc, próximo à Praça Padre Ovídio, onde se concentram as atividades da Flifs. “O público que me lê sempre espera um outro viés da nossa história. Mesmo que sejam livros contemporâneos, eles sempre trazem um olhar sobre coisas que nos formaram e as sequelas que a gente tem de um período recente da história do Brasil. Sempre vai estar presente um questionamento, uma reflexão profunda sobre o que nós somos, tanto na essência humana quanto na própria cidadania”, afirmou.
Eliana Alves ainda destacou a importância da realização de feiras literárias em cidades do interior. “São ferramentas muito poderosas e espero que se expandam muito para outros municípios. A literatura é uma forma da gente refletir e ser testemunha do nosso tempo e esses eventos no interior tem uma importância ainda maior devido à concentração nas grandes capitais”. A conversa foi mediada pela professora aposentada da Uefs Maria Helena Besnosik, que foi pró-reitora de Extensão da universidade entre 2007 e 2015.
A programação desta quinta-feira ainda contou com a gravação do podcast “Pele Preta”, produto multimídia que propõe uma reflexão sobre temas relacionados às pessoas pretas apresentado pelo jornalista Rafael Santana e pela produtora cultural Fran Cardoso. O episódio especial teve como tema a literatura negra. “O objetivo é ampliar o olhar sobre literatura e como nosso projeto fala sob uma perspectiva de pessoas pretas nada mais justo do que a gente trazer esse olhar e histórico sobre a literatura negra no Brasil e na Bahia”, explicou Fran Cardoso. O podcast foi gravado no palco principal da Flifs.
O Festival Literário segue até domingo (04). Nesta sexta-feira (02) haverá rodas de conversa sobre os 50 anos da revista Hera, com a participação de membros que atuaram na publicação, e sobre comunicação e narrativas contemporâneas, com jornalistas da TVE e do Grupo Lomes de Rádio. Ainda estão previstos “Recital Viver Poesia”, com Izabel Nascimento e Denisson Cleber, bate-papo com Aldri Anunciação e apresentações culturais de Maria Strubhut e de Jackson Costa, com o espetáculo “O poeta e o cantador”.










