Nos dias 21, 22 e 23 de outubro de 2022, Amélia Rodrigues (BA) será palco da primeira ‘Feira Literária e Cultural de Amélia Rodrigues (FLICAR)’. Promovida pela Prefeitura Municipal de Amélia Rodrigues, através da Secretaria de Educação, Esporte e Cultura, a feira é realizada com o objetivo de aproximar a população da história e cultura local, por meio da literatura e outras expressões artísticas.
A escolha do tema “Amélia Rodrigues: Uma cidade, uma mulher”, não é em vão. Há muito, os munícipes – principalmente os profissionais da educação e estudantes – manifestam a necessidade e o desejo de conhecer mais sobre a sua própria história. Recentemente, a descoberta de que há outras obras espalhadas pelo mundo de escritores que se dedicaram e se dedicam a pesquisar sobre Amélia Rodrigues, despertou mais curiosidades sobre o município bem como a necessidade de reunir estas obras e escritores. Com esse tema, a FLICAR busca contemplar a sede que os munícipes têm para conhecer um pouco mais sobre a sua própria história.
Programação
A programação da FLICAR contará com diversos espaços para lançamentos de livros, mesas de discussão e apresentações culturais, além de oficinas de fotografia, pintura e dança. O evento terá ainda diversas atividades envolvendo as escolas municipais e a Flicarzinha, uma programação voltada para o público infanto-juvenil. Durante as noites de 21, 22 e 23, quem for à FLICAR também poderá curtir shows de artistas como Jau, Negra Cor e bandas locais. A programação completa está disponível no Instagram oficial da feira. Clique aqui e confira!
Uma Cidade
Amélia Rodrigues já recebeu os nomes de Marucá (origem indígena), Arraial da Lapa e Vila de Traripe (origem tupi-guarani), quando ainda era um distrito vinculado à cidade de Santo Amaro. Foi elevada à categoria de município em 20 de outubro de 1961, a partir de um movimento emancipalista liderado por Dr. Gervásio Bacelar. Na ocasião, também recebeu o nome da poetisa e educadora Amélia Rodrigues.
Na cultura da cidade, se destacam manifestações como a capoeira, a literatura e a tradicional Festa no Milagre de São Roque. Dentre as belezas naturais, a Cachoeira da Pedreira é o destino preferido de munícipes e visitantes.
Uma Mulher
Amélia Augusta do Sacramento Rodrigues foi educadora, poetisa, teatróloga e escritora. Nasceu na Fazenda Campos, freguesia de Oliveira dos Campinhos, Santo Amaro, no dia 26 de maio de 1861 e faleceu aos 65 anos de idade, em agosto de 1926, tendo iniciado sua trajetória em Santo Amaro, deixando seu legado na educação, literatura e assistência social.
Amélia Rodrigues tem uma experiência direta com o Arraial da Lapa quando começa a lecionar neste lugar. E embora tenha dado o nome ao município, são muitos os questionamentos em torno da sua história e relação com o município Amélia Rodrigues, antes Arraial da Lapa. Como o nome de uma mulher civil foi escolhido para nomear um município? As razões pelas quais valorizamos a mulher Amélia Rodrigues foram as mesmas da sua época? Por que a sua identificação concentra-se em educadora/poetisa, e pronto? Quais eram os seus ensinamentos? Onde estão seus poemas? O que significa ser educadora e poetisa? A sede de conhecimento, o contato com outras pesquisas associadas às demandas contemporâneas despertam novos questionamentos que fazem chegar à mulher Amélia Rodrigues.










