Nesta sexta-feira (07/09/2022), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos realizam atos em diversas unidades do Sistema Petrobrás, em protesto contra as privatizações da empresa. O Dia Nacional de Luta marca o aniversário de 69 anos da estatal, comemorado na última segunda-feira (03).
O dia 3 de outubro, ao invés de ser uma data festiva em homenagem à maior empresa estatal do Brasil, tem sido marcado, nos últimos anos, por protestos e mobilizações contra seu desmonte. A companhia, que historicamente impulsionou o desenvolvimento econômico e social do país, está encolhendo, se tornando exclusivamente produtora e exportadora de petróleo bruto, saindo do refino e demais atividades. A Petrobrás, que hoje tem aproximadamente 45 mil trabalhadores próprios, chegou a ter 87 mil concursados em 2013. Os terceirizados, neste mesmo ano, eram 366 mil, nos dias de hoje são cerca de 100 mil, afirma FUP.
Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/subseção FUP), com base em números divulgados pela petroleira, mostra a velocidade do processo de privatização de unidades da empresa, sobretudo no atual governo. Desde 2016, após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, 80 ativos da Petrobrás foram vendidos – sendo 63 somente no governo Jair Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e agosto deste ano, no valor de US$ 33,9 bilhões, incluindo subsidiárias estratégicas, como a BR Distribuidora, refinarias, campos de petróleo, terminais, gasodutos, termelétricas, usinas eólicas, entre outros. Ele e seu ministro da economia, Paulo Guedes, já declararam que irão “terminar o serviço”, caso seja reeleito.
“Com os desinvestimentos, a Petrobrás vai deixando de ser uma empresa integrada e perde capacidade econômico-financeira de resistir a sobressaltos do volátil mercado global de petróleo e gás natural. Sob o argumento de ‘aumento da concorrência’ e ‘queda dos preços’, a Petrobrás está vendendo ativos importantes, em áreas estratégicas, a preços irrisórios”, destaca Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.
“Assim, vemos a Petrobrás atingir os 69 anos desmontada, investindo menos, deixando de lado as fontes renováveis e mantendo a política de preço de paridade de importação (PPI), que prejudica os brasileiros com alta de preços e inflação e garante grandes ganhos a seus acionistas, entre os quais boa parcela de estrangeiros”, completa o dirigente da FUP.
Os atos em defesa da companhia acontecerão nesta sexta-feira (7), em várias unidades do país, com foco principal nas unidades que já estão sendo vendidas ou sob ameaça de privatização.
Confira o calendário, onde os atos já foram confirmados:
- Bahia — atos em Taqui e no Temadre, às 07h
- Amazonas — ato na Refinaria de Manaus, às 06h30
- Pernambuco — ato na Refinaria Abreu e Lima, às 7h
- Espírito Santo — ato na sede administrativa da Petrobrás em Vitória (Edivit), às 08h
- Duque de Caxias — ato na Reduc, às 07h
- São Paulo — ato na Refinaria de Paulínia (Replan), às 07h
- Paraná — atos na Replan e na Six, às 07h
- Rio Grande do Sul — ato na Refap, às 07h
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