Cineclube Nanook promove 2ª sessão do ciclo ‘Territórios Étnicos’; Documentário aborda ‘Quilombo Rio Dos Macacos’

O Cineclube Nanook promove no dia 29 de outubro, às 16 horas, pelo youtube, a segunda sessão do ciclo Territórios Étnicos no Documentário, que tem como tema as relações territoriais e étnico-raciais no contexto brasileiro, e o papel do audiovisual no tratamento dessa questão. O filme escolhido para o encontro é o documentário Quilombo Rio Dos Macacos, dirigido por Josias Pires.

Lançado em 2017, o filme aborda a história de violações sofridas por uma comunidade quilombola situada em território reivindicado pela Marinha do Brasil. A obra denuncia a situação de conflito que os habitantes do quilombo são forçados a viver, tentando negociar com o aparato militar do Estado a garantia de direitos constitucionais básicos, como o direito de ir e vir, de acesso à água, saúde, educação e moradia.

Para debater o tema e o filme, a mesa conta com a presença do diretor, o jornalista Josias Pires, doutor em Cultura e Sociedade (2020) e mestre em Artes Cênicas (2004) pela UFBA, com dissertação sobre a série Bahia Singular e Plural, da TVE Bahia, que dirigiu entre 1997 e 2003. A mediação da conversa será feita pelo jornalista Renato Meira, doutorando em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, com pesquisa sobre montagem cinematográfica, tendo como eixo de análise a construção das temporalidades em diferentes tipos de filmes documentários.

Após realizar Mestres Populares da Cultura (2005), documentário institucional da Fundação Gregório de Mattos, o documentarista Josias Pires roteirizou Cuíca de Santo Amaro (2012), que dirigiu com Joel de Almeida. Quilombo Rio dos Macacos (2017) foi sua mais recente obra, em parceria com a produtora Marcela da Costa. O filme, que teve Gabriel Teixeira na direção de fotografia e Cristina Amaral e Igor Caiê do Amaral na edição, foi exibido em diversos eventos cinematográficos, como o Festival Cachoeira DOC (2017), o Festival do Filme Documentário e Etnográfico (FÓRUM DOC.BH, 2017) e a Mostra Ecofalante de Cinema (2018). No Festival Internacional Coisa de Cinema (Salvador, 2017), levou o prêmio de melhor longa baiano.


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