Em 2020, o setor empresarial na Bahia apresentou crescimento demográfico, mesmo com a queda na taxa de entrada em atividade de unidades locais. No primeiro ano da pandemia, 37.828 unidades locais de empresas “nasceram” (ou seja, começaram a funcionar) ou voltaram a abrir as portas depois de terem ficado até dois anos paradas. Esse número foi 14,7% menor do que o registrado em 2019, quando havia sido de 44.373 unidades locais.
Com isso, a taxa de entrada em atividade de unidades locais empresariais na Bahia recuou de 19,7% em 2019 para 16,5% em 2020.
Além da queda no total de empresas entrando em atividade, também houve diminuição no número de saídas de unidades locais na Bahia, de 38.037 em 2019 para 33.784 em 2020, menor contingente de toda a série histórica, iniciada em 2008. Assim, a taxa de mortalidade empresarial no estado caiu de 16,9% para 14,7%.
A mortalidade menor do que a natalidade ou reentradas levou o setor empresarial baiano a crescer de tamanho entre 2019 e 2020 (+1,8%), chegando a 229.167 unidades locais de empresas em atividade, o maior número no estado desde 2013 (quando havia 240.462 unidades locais de empresas ativas).
Este foi o segundo crescimento consecutivo do número de unidades locais na Bahia. Entre 2018 e 2019, o avanço havia sido de 2,9%.
No Brasil como um todo, entre 2019 e 2020, o número de unidades locais empresariais aumentou pela segunda vez consecutiva. Nesse período, 889.098 unidades locais de empresas começaram a funcionar no país (entre nascimentos e reentradas), e a taxa de entrada ficou em 16,6%. Por outro lado, 693.108 unidades locais fecharam as portas, com uma taxa de mortalidade de 12,9%.
Em 2020, 5,355 milhões de unidades locais empresariais estavam em funcionamento em todo o país, 3,8% a mais do que em 2019 (mais 196.019 em números absolutos).
Se considerarmos apenas as unidades que nasceram em 2020, a Bahia teve uma taxa de natalidade empresarial de 12,9%, o que significa que 29.474 empresas começaram a funcionar pela primeira vez naquele ano. Isso representa uma queda 12,8% frente a 2019, quando haviam nascido 33.799 unidades empresariais no estado (4.325 a mais, numa taxa de 15,0%).
Dentre as atividades econômicas, o segmento de informação e comunicação teve a maior taxa de natalidade. Das 4.501 empresas desse segmento na Bahia, 784 começaram a atuar em 2020, o que representa uma taxa de 17,4%.
O maior número absoluto de nascimentos, por sua vez, foi verificado no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, com 13.376 unidades surgindo em 2020. Por ser o segmento mais representativo no setor empresarial baiano, com quase metade do total de unidades locais do estado (107.965 de 229.167, ou 47,1%), o comércio acaba sempre liderando os rankings de números absolutos. O segmento teve um ligeiro crescimento (+0,8%) no total de unidades locais entre 2019 e 2020 e uma taxa de natalidade de 12,4%
Já a maior taxa de mortalidade na Bahia ficou com o segmento de artes, cultura, esportes e recreação que foi bastante afetado pela pandemia de COVID-19. Pouco mais de 1 em cada 5 unidades locais do setor na Bahia fechou as portas em 2020, numa taxa de mortalidade de 22,3%. A 2ª maior taxa de saída empresarial ficou com as outras atividades de serviço (20,1%).
Com a 3ª maior taxa de mortalidade empresarial em 2020 (18,7%), o segmento de alojamento e alimentação caiu do 4º para o 5º lugar no total de unidades locais empresariais na Bahia, com 13.274 (5,8% do total do estado). A atividade, que ocupava na 2ª posição em 2017, teve queda no número de unidades pelo quarto ano consecutivo, sendo ultrapassada em 2018 pelo segmento de saúde humana e serviços sociais, em 2019, pelas atividades profissionais, técnicas e científicas e em 2020, pelas indústrias de transformação.
Apenas 18,3% das empresas baianas criadas em 2010 ainda estavam em atividade em 2020
Apesar do saldo positivo da atividade empresarial em geral na Bahia, em 2020 a longevidade das empresas no estado continua baixa.
Das 40.761 unidades locais de empresas que nasceram (ou começaram a funcionar pela primeira vez) em 2010, na Bahia, 27,3% (3 em cada 10, ou 11.128) morreram (encerraram suas atividades) antes de completar um ano.
Apenas 7.459 (18,3% das que nasceram em 2010, ou 2 em cada 10) ainda estavam em atividade em 2020. Ou seja, 8 em cada 10 (33.302 unidades empresariais) fecharam as portas, no estado, em menos de dez anos de funcionamento. E 6 em cada 10 das unidades empresariais baianas nascidas em 2010 na verdade “morreram” bem mais cedo: antes de completar cinco anos de atividade (em 2015), 64,3% ou 26.209 haviam fechado as portas.
Todos os percentuais de sobrevivência empresarial por tempo de funcionamento na Bahia caíram entre 2019 e 2020, além de serem menores do que os verificados no Brasil e no Nordeste como um todo. O estado tinha, em 2020, a 7a menor taxa de sobrevivência no 1o ano, e a 8ª menor tanto no 5o quanto no 10o ano de atividade.
Dentre as 797.993 unidades locais de empresas privadas que nasceram no Brasil em 2010, 24,6% (196.306) morreram antes de completar um ano (75,4% sobreviveram); 6 em cada 10 (60,7% ou 484.382) morreram antes de completar cinco anos (39,3% sobreviveram) e 78,7% morreram antes de fazer uma década (628.020, ou seja 21,3% sobreviveram).
De 2019 para 2020, número de empresas de alto crescimento caiu (-5,2%) após 3 anos em alta e chegou a 2.369 na Bahia (1,0% do total)
Mesmo com mais unidades locais de empresas em geral na Bahia, entre 2019 e 2020 diminuiu o número das empresas de alto crescimento no estado, após três anos de resultados positivos.
Empresas de alto crescimento são aquelas que mostram um incremento médio do pessoal ocupado assalariado de pelo menos 20% ao ano, por um período de três anos seguidos, e que tinham 10 ou mais trabalhadores assalariados no primeiro ano de observação. Ou seja, são empresas que crescem sucessivamente em porte e, por isso, têm muita importância na geração de emprego.
Em um ano, o total de unidades locais de empresas de alto crescimento na Bahia caiu 5,2%, passando de 2.500 para 2.369, o que representou menos 131 unidades locais dessa categoria entre 2019 e 2020.
A queda fez com que o número de unidades de alto crescimento no estado se distanciasse ainda mais do existente em 2012, ponto mais alto da série histórica (3.465). O total de empresas de alto crescimento na Bahia, em 2020, estava 31,6% abaixo do registrado oito anos antes.
Além disso, as unidades empresariais de alto crescimento representavam, em 2020, somente 1,0% do total de ativas na Bahia.
Entre 2019 e 2020, o número de unidades locais de empresas de alto crescimento também caiu no Brasil como um todo (-5,1%), de 59.992 para 56.912. Foi o primeiro recuo após dois anos seguidos de crescimento, com reduções em 18 dos 27 estados.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




