UEFS afasta vigilantes das atividades no campus e instaurará sindicância para apurar denúncias de agressão, homofobia e racismo contra estudante

Durante toda a manhã e parte da tarde de quarta-feira (16/11/2022), o reitor Evandro do Nascimento, a vice-reitora Amali Mussi, servidores e todo o corpo de pró-reitores da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) estiveram mobilizados para avançar nas apurações e soluções referentes às graves denúncias de violência contra o estudante do curso de biologia Felipe da Silva Ferreira.

Além de reuniões com o intuito de apurar os fatos de forma célere e objetiva, os gestores também receberam representantes dos discentes e da comunidade universitária LGBTQIA+, que realizaram ato de apoio ao estudante agredido, além de participarem de uma reunião na qual também estavam presentes o estudante Felipe Ferreira acompanhado da mãe, a senhora Sueli, os quais tinham retornado de atendimento e acolhimento realizado pela Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis – PROPAAE, sob a coordenação da professora Sandra Nívia Soares de Oliveira.

Após ouvir as reivindicações e sugestões formuladas pelos estudantes, bem como os relatos de Felipe e da sua mãe, a equipe de gestão convidou a vítima e os familiares presentes para um acolhimento específico no gabinete da reitoria, para que ficassem esclarecidos os próximos passos legais e administrativos a serem efetivados pela instituição.

O primeiro deles já foi realizado ainda na tarde da quarta-feira e se refere, inicialmente, ao afastamento imediato do campus de cinco vigilantes já identificados e envolvidos no episódio. “Não se trata aqui de punições antecipadas ou qualquer violação dos princípios do contraditório ou da presunção de inocência, pois os vigilantes já afastados terão a oportunidade de se manifestar na sindicância a ser instaurada pela Uefs ou também na esfera criminal”, afirma o reitor Evandro do Nascimento.

O reitor ressaltou, ainda, que o afastamento se fez necessário não apenas como trâmite administrativo ou atendendo ao clamor vindo da comunidade acadêmica e outros setores da sociedade, mas também – e principalmente – como um posicionamento claro e irrefutável da instituição diante de atos de violência ou qualquer possibilidade de crimes de racismo e homofobia dentro e fora dos muros da instituição.

A chefe de gabinete Taise Bonfim destacou que o processo de sindicância será instaurado com a máxima brevidade e que a Universidade também acompanhará de perto os desdobramentos das investigações na seara penal.

Universidade também se reuniu com sindicato e terceirizada responsável pelos vigilantes

Buscando o máximo de lisura nas apurações dos fatos e sem qualquer intenção de cercear a defesa dos trabalhadores afastados das atividades, os gestores da Uefs e demais servidores que participavam das reuniões acerca das denúncias também ouviram os representantes sindicais e da empresa de segurança, os quais apresentaram as suas versões iniciais dos fatos, ao tempo que também demonstraram compreender a urgência do afastamento imediato dos vigilantes envolvidos, bem como a necessidade uma apuração minuciosa dos fatos.


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