O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), acabou de exonerar o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do Governo Bolsonaro. O governador confirmou a decisão na rede social Twitter.
“Determinei a exoneração do Secretário de Segurança DF, ao mesmo tempo em que coloquei todo o efetivo das forças de segurança nas ruas, com determinação de prender e punir os responsáveis. Também solicitei apoio do governo federal e coloco o GDF [governo do Distrito Federal] à disposição do mesmo”, escreveu o governador nas redes sociais. Ibaneis informou estar em Brasília, monitorando as manifestações e tomando todas as providências para “conter a baderna antidemocrática na Esplanada dos Ministérios”.
A exoneração será publicada ainda hoje (08/01/2023) em edição extraordinária do Diário Oficial do DF. A decisão ocorre após a invasão das sedes dos Três Poderes por radicais que pedem a anulação das últimas eleições presidenciais. No momento, Torres está em viagem aos Estados Unidos e teria adiantado a volta ao Brasil.
Há duas horas, Torres postou, na rede social Twitter, que tinha determinado “providências imediatas para o restabelecimento da ordem no centro de Brasília”. Há cerca de meia hora, voltou a escrever, classificando de “inconcebível” a desordem e o desrespeito às instituições e dizendo que “criminosos não sairão impunes”.
A exoneração ocorre após o Partido Verde (PV) anunciar que pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) a intervenção federal no Governo do Distrito Federal. “A intervenção faz-se necessária pela total falta de controle da situação atual por parte do governo Ibaneis Rocha”, escreveu o PV em nota.
Nas redes sociais, o líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também tinha informado que pedirá, em conjunto com a Presidência do PT, junto à Procuradoria-Geral da República, a intervenção na Segurança Pública do DF.
O comando da Polícia Militar do DF informou que o órgão só executa ordens determinadas pela Secretaria de Segurança Pública. Segundo a PM, cabe à secretaria definir o efetivo e o esquema de segurança.
Tragédia anunciada
Neste domingo em Brasília, houve confronto entre policiais e golpistas. Extremistas atiraram fogos de artificio e grades de ferro contra as forças de segurança. No entanto, o comportamento das autoridades do Distrito Federal vem provocando críticas e acusações de leniência e incompetência. Nos últimos dias, dezenas de ônibus repletos de extremistas se dirigiram para Brasília para engrossar o movimento golpista em frente ao QG do Exército, mas não houve reforço na segurança pública no DF.
O governo local é chefiado por Ibaneis Rocha, um aliado de Jair Bolsonaro e a pasta de segurança pública era comandada até esta tarde por Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do ex-presidente. Após a invasão, Ibaneis exonerou Torres.
Ainda nesta tarde, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que ele e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, acionaram a Procuradoria-Geral da República para pedir uma intervenção federal na segurança pública Distrito Federal.
Pouco depois, Lula assinou um decreto de intervenção na segurança pública do DF até o fim de janeiro.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




