O jornal Le Monde analisa, nesta quinta-feira (23/02/2023), os resultados de uma pesquisa feita pelo think tank Conselho Europeu para Relações Internacionais em 15 países, nove deles membros da União Europeia, mais Reino Unido, Estados Unidos, Índia, Turquia, China e Rússia. Os resultados mostram que a opinião pública está dividida em duas visões antagônicas diante da guerra.
Os países ocidentais, unidos em sua defesa da Ucrânia, apoiam a necessidade de Kiev reconquistar todos os seus territórios, mesmo que isso signifique prolongar o conflito e aumentar o número de vítimas. Por outro lado, as populações de vários países não ocidentais acreditam que a guerra deve terminar o mais rápido possível, mesmo que isso implique para a Ucrânia a cessão de parte de seu território à Rússia.
Mais da metade dos indianos (51%) veem a Rússia como um aliado com quem compartilham interesses e valores. Na China e na Turquia, boa parte das respectivas populações (44% e 55%) considera Moscou como um parceiro “necessário com quem vale a pena cooperar por razões estratégicas”.
O estudo também mostra uma diferença de apreciação entre esses blocos sobre a natureza da nova ordem mundial resultante do conflito. Só há um aspecto com que todos concordam: os Estados Unidos não serão mais o único poder dominante no futuro, apesar da demonstração de força desde o início da guerra.
Os ocidentais antecipam o retorno de um mundo bipolar com dois blocos concorrentes liderados pela China e pelos Estados Unidos. Neste mundo, os autores da pesquisa avaliam que países marcados pela ambivalência em suas alianças geopolíticas terão que escolher de que lado ficam. Por enquanto, a estratégia do Brasil é ficar em cima do muro.
Neste cenário de retorno da guerra à Europa por longos anos, e provavelmente em outras regiões do mundo, o jornal Le Figaro informa sobre a decisão da França de repatriar a produção de obuses e outros tipos de munição. O fabricante Eurenco irá construir uma nova fábrica de munições em Bergerac (centro) para garantir a autonomia das Forças Armadas francesas.
*Com informações da RFI.
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