A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse que seu departamento está ficando sem capacidade de tomar medidas extraordinárias para “evitar o calote”, com a expectativa de que os Estados Unidos atinjam o teto da dívida no dia 1º de junho de 2023.
“Estamos usando medidas extraordinárias há vários meses e nossa capacidade de fazer isso está se esgotando”, disse Yellen a uma emissora norte-americana, quando perguntada se seu gabinete ainda tinha algumas medidas extraordinárias guardadas.
Ela observou que o presidente dos EUA, Joe Biden, pode invocar a 14ª emenda à Constituição dos Estados Unidos, que lhe permite evitar a inadimplência ignorando a posição do Congresso.
“Não devemos chegar ao ponto em que precisamos considerar se o presidente pode continuar emitindo dívida, isso seria uma crise constitucional”, disse Yellen.
A 14ª emenda à constituição dos Estados Unidos estabelece que “a validade da dívida pública dos Estados Unidos, autorizada por lei, incluindo dívidas contraídas para pagamento de pensões e recompensas por serviços na supressão de insurreição ou rebelião, não deve ser questionada.” Esta seção permite que o presidente do país resolva a questão da dívida sem coordenar com o Congresso dos EUA.
No início de maio, o Departamento do Tesouro dos EUA disse que o governo dos EUA provavelmente vai entrar em default (o mesmo que inadimplência) de sua dívida até 1º de junho se o chamado limite do Congresso para o serviço da dívida do país não for aumentado até então.
No final de abril, os republicanos da Câmara dos Representantes aprovaram uma legislação para aumentar o teto da dívida em troca de cortes nos gastos federais e outras medidas para reduzir o déficit.
No entanto, os democratas do Senado e o presidente dos EUA, Joe Biden, rejeitaram a proposta, dizendo que não tinha chance de se tornar lei. Inversamente, o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, disse que um aumento do limite da dívida “sem compromisso” não passaria na câmara baixa.
Biden deve se reunir com McCarthy e outros líderes do Congresso na próxima semana para negociar o aumento do limite da dívida dos EUA.
Europa e EUA enfrentarão alta inflação em 2023, dizem economistas do Fórum Econômico Mundial
A grande maioria dos economistas no Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) espera que a inflação alta ou mesmo muito alta atinja a Europa e os Estados Unidos neste ano, diz o relatório de previsão da organização em maio de 2023.
“As taxas globais começaram a diminuir, mas a inflação básica tem sido mais rígida do que muitos esperavam. A dinâmica é particularmente forte na Europa e nos EUA, onde grandes maiorias dos principais economistas (90% e 68%, respectivamente) esperam inflação alta ou muito alta neste ano. A China continua a ser uma anomalia da inflação, com apenas 14% esperando uma inflação alta neste ano”, segundo documento do fórum.
O Ocidente intensificou as sanções contra a Rússia por causa de sua operação militar especial na Ucrânia, o que fez disparar os preços da eletricidade, do combustível e dos alimentos na Europa e nos Estados Unidos.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a política de conter e enfraquecer a Rússia é uma estratégia de longo prazo do Ocidente, e as sanções foram um duro golpe para toda a economia mundial. As autoridades russas insistiram repetidamente que Moscou vai resolver todos os problemas ocasionados pelo Ocidente.










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