Maracás: Festival do Orgulho LGBTQIA+ aposta nas artes para conscientização

Pelo segundo ano consecutivo o Festival do Orgulho LGBTQIA+, movimentou a cena artística de Maracás, se confirmando com o mais importante evento local para celebrar a diversidade por meio da arte. No sábado (03/06/2023), o palco do Auditório Municipal Ivonete Dias foi colorido com as cores da bandeira LGBTQIA+ e se tornou um lugar de resistência, onde os artistas locais e convidados usaram a música, o teatro e a dança para provocar importantes reflexões sobre questões como respeito, acolhimento e as lutas e conquistas das pessoas LGBTQIA+.

Colaboradores da Largo e representantes da empresa como a diretora de Finanças e Administração, Dayse Guelman, o gerente de RH Administração, Ronaldo Souza, e Coordenadora de Comunicação, Natália Leoni, prestigiaram os espetáculos.

É um orgulho para a Largo promover um evento que trata de um tema tão importante. Agradeço a todos os artistas que fizeram esse trabalho tão inspirador”, disse a diretora ao final dos espetáculos.

“Esse é mais que um festival. É o compromisso da Largo na promoção de um mundo onde as pessoas possam ser quem elas realmente são em um ambiente de respeito e acolhimento”, completou Natália.

O Festival faz parte da campanha que a empresa desenvolve anualmente no mês do Orgulho LGBTQIA+ e que este ano tem como tema Abraçar o plural é nosso compromisso.

Noite colorida

A impactante abertura ficou por conta da intervenção musical da percussionista Nanny Santos e do multiartista Veko Araújo que, dentre outros trabalhos, integram a Banda Cortejo Afro. Entreamado de canções e textos o espetáculo deu a “deixa” para colorir o palco com as cores da bandeira LGBTQIA+ e abrir espaço para as apresentações dos grupos de teatro e dança locais.

A arte local, aliás, já estava brilhando no palco, no cenário pinturas e grafites idealizados por Dell Pires e Suzana Fernanda, ambos artistas que desenvolvem juntos trabalhos com arte e cultura há mais de 10 anos em Maracás, vencedores do edital na categoria artes plásticas.

“O festival foi uma grande oportunidade para nós e fizemos um trabalho de acordo com o tema. A repercussão foi excelente e reafirmou nossa intenção de contribuir com arte para reduzir os preconceitos”, afirma Dell Pires.

As telas do cenário estão à venda na internet e, caso não sejam vendidas, serão recicladas e darão vida a espetáculos de teatro de rua, outra atividade dos artistas.

“O conceito de sustentabilidade está na raiz de nosso trabalho”, completa o artista.

Após a abertura, o palco foi invadido pelo humor e irreverência dos atores Edi Wilkison e Feu Macedo que protagonizaram a peça “Creme de la Creme: o melhor dos melhores!”, concepção e direção de Jorge Spínola. Recheada de críticas, a peça divertiu, mas trouxe à tona questões importantes relacionadas ao preconceito e lembrou momentos marcantes da luta da população LGBTQIA+ ´por direitos.

“É nosso segundo ano no Festival e termos os artista locais como protagonistas de um festival desse porte representa uma oportunidade única”, avalia Spínola.

Em seguida foi a vez da dança colorir ainda mais o espaço com coreografias que contaram histórias de acolhimento e respeito e que foram aplaudidas de pé pelo público.

“É muito importante e essencial a presença da sociedade em eventos como este, principalmente nós que defendemos o direito que todos têm de amar ao outro, seja quem for. Participar desse momento junto com outros artistas me fez acreditar ainda mais no poder de transformação que a arte possibilita. Chegar até pessoas e falar sobre o amor e o acolhimento nos deixou muito satisfeitos”, comemora coreógrafo responsável pelo projeto Renato Franco.

Encerrando as apresentações artísticas, o público teve a oportunidade de conferir a premiada peça Das ‘coisa’ dessa vida …”. Em cena, a personagem Nalde (Ricardo Fagundes ) compartilhou com o público suas histórias de dores e repressão, enquanto se arrumava para uma performance, preparada para o ídolo que estava para chegar.


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