Pequenas e médias empresas impulsionam criação de empregos em mercados emergentes

De acordo com projeções da Organização das Nações Unidas (ONU), serão necessários 600 milhões de novos postos de trabalho até 2030 para acomodar o crescimento da força de trabalho global. Nesse cenário, as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) desempenham um papel fundamental na geração desses empregos.

O desenvolvimento dessas empresas tem sido uma prioridade em diversos governos ao redor do mundo, especialmente nos mercados emergentes, onde 70% dos empregos formais estão concentrados nas MPMEs.

No Brasil, tecnicamente, as empresas são classificadas como micro, pequenas ou médias quando possuem menos de 50 funcionários. Elas têm contribuído de forma significativa na criação de empregos, ultrapassando a marca de 80% do total.

Em 27 de junho, é celebrado o Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas, com foco na liderança feminina, na juventude e nas cadeias de abastecimento resilientes para essas iniciativas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, ressalta em sua mensagem a importância dessas empresas para as economias e subsistências em todo o mundo.

No entanto, o acesso a financiamento ainda é um desafio significativo para as pequenas empresas em países menos desenvolvidos, onde 41% delas relatam barreiras para seu crescimento. Em economias mais desenvolvidas, apenas 15% das empresas enfrentam os mesmos desafios.

Guterres destaca também que essas iniciativas são mais vulneráveis ao aumento da inflação e às perturbações nas cadeias de abastecimento que têm afetado a economia global. Ele defende um acesso igualitário ao mercado para as novas empresas, além de mecanismos que as auxiliem a enfrentar períodos turbulentos.

Apoiar as micro, pequenas e médias empresas é visto como uma maneira de reduzir as desigualdades, elevar o padrão de vida e proteger as comunidades e o meio ambiente.

Em todo o mundo, aproximadamente 90% dos trabalhadores nos países do leste, centro e oeste da África, sul da Ásia e sudeste, centro e oeste da Ásia estão empregados em empresas desse porte. Na América Latina e no Caribe, a taxa chega a 52% no Chile e a 90% em Honduras e Bolívia.

Na Europa, as micro, pequenas e médias empresas representam 50% de todos os empreendimentos.

Globalmente, essas iniciativas concentram 90% dos negócios, aproximadamente 70% dos empregos e contribuem com metade do Produto Interno Bruto (PIB) global.

As MPMEs são consideradas a espinha dorsal das sociedades, contribuindo para as economias locais e nacionais, além de possuírem o potencial de transformar os ambientes em que estão inseridas.

*Com informações da ONU News.


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