Projeto da BAMIN capacita produtores rurais para agricultura sustentável como fonte de renda em Caetité e Pindaí

Programa Germinação oferece um ano de treinamentos e assistências técnicas para práticas produtivas que dispensam uso de defensivos agroquímicos e incentivam o cooperativismo.
Programa Germinação oferece um ano de treinamentos e assistências técnicas para práticas produtivas que dispensam uso de defensivos agroquímicos e incentivam o cooperativismo.

Vinte e um produtores e produtoras rurais das cidades baianas de Caetité e Pindaí participam do primeiro ciclo de capacitações e assistências técnicas oferecido pelo Programa Germinação, desenvolvido pela BAMIN no entorno da Mina Pedra de Ferro, no sudoeste da Bahia. O projeto socioambiental oferece 12 meses de qualificações e acompanhamentos com profissionais especializados que ensinam, orientam e incentivam a adoção de uma agricultura de base agroecológica, com práticas sustentáveis de plantio, que dispensam o uso de defensivos agroquímicos e preservam os recursos naturais.

A iniciativa da BAMIN, em parceria com a empresa Águia Empreendimentos, proporciona aos produtores rurais (11 mulheres e 10 homens) assistências técnicas individuais em suas propriedades, envolvendo as famílias, com capacitações e oficinas coletivas, além da doação de insumos para impulsionar a produção e também a comercialização de alimentos orgânicos e agroecológicos na região do sertão produtivo da Bahia. Criando um elo entre estes produtores, o Programa Germinação também se dedica a fomentar o cooperativismo.

A coordenadora de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias, destaca o propósito de contribuir para a geração de renda das famílias a partir de uma agricultura sustentável.

“Todos os produtores são orientados tecnicamente sobre as alternativas para dispensar defensivos químicos e, para isso, aprendem a dominar o manejo de fertilizantes e compostos naturais. A intenção principal é garantirmos a conservação do meio ambiente para as futuras gerações e qualidade de vida para todos nós”, afirma.

A largada para este ciclo de 12 meses do Programa Germinação foi realizada no dia 16 de junho, com a presença dos participantes no Centro de Conservação Socioambiental Pedra de Ferro da BAMIN, onde aconteceu a oficina técnica inaugural ministrada pela engenheira agrônoma Eliza Catharina Mota Byrro.

“Tivemos muitos aprendizados, trocas de experiências, esclarecimentos de dúvidas e orientações sobre os insumos. Só agradecer por fazer parte dessa iniciativa”, avaliou a produtora rural Tatiane Pereira Borges, da comunidade de João Barroca, que pertence a Caetité.

Formação

Além de um cronograma de capacitações coletivas, o Programa Germinação mantém à disposição uma equipe com gestor, supervisor de exploração agrícola, auxiliar administrativo e uma equipe técnica composta por dois engenheiros agrônomos e dois técnicos agrícolas, que cumprem um planejamento semanal de visitas às propriedades rurais participantes.

“Realizamos visitas semanais de suporte para o acompanhamento das atividades, como preparo do solo, instalação de sistemas de irrigação, entrega de insumos materiais, produção de compostagem orgânica, biofertilizantes e inseticidas naturais”, elenca José Vieira, supervisor de exploração agrícola da empresa parceira no projeto, a Águia Empreendimentos.

O Programa Germinação também oferece instruções sobre cooperativismo e como administrar um empreendimento rural.

Geração de renda

Os produtores rurais assistidos pelo Programa Germinação têm na agricultura a base de renda principal das suas famílias e comercializam os produtos em feiras livres e centros de distribuição de alimentos da região. Contando com o apoio e orientação do Programa Germinação, 18 deles foram aprovados e cadastrados como fornecedores no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), uma iniciativa do Governo Federal para compra de alimentos produzidos pela agricultura familiar nos municípios.

Além disso, o Programa Germinação também estabelece uma interlocução comercial entre os produtores rurais e restaurantes da região para incentivá-los a se tornarem potenciais compradores da produção agroecológica. Entre os principais produtos cultivados pelos participantes estão hortaliças diversas, milho, feijão, tomate e mandioca.


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