CPI do Shopping Popular em Feira de Santana inicia investigações sobre supostas irregularidades

Vista da fachada do Shopping Popular em Feira de Santana (Cidade das Compras).
Vista da fachada do Shopping Popular em Feira de Santana (Cidade das Compras).

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Feira de Santana deu início à sua investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo o contrato entre a Prefeitura e o consórcio responsável pelo Shopping Popular. Os primeiros atos da CPI foram apresentados nesta quarta-feira (09/08/2023) em uma coletiva de imprensa realizada na Câmara Municipal.

Sob a liderança do vereador Jhonatas Monteiro (PSOL), presidente da CPI, o comitê revelou ter realizado três reuniões administrativas até o momento, com destaque para a agendada audiência pública marcada para a próxima quarta-feira, dia 16. Nesse evento, a CPI pretende divulgar o plano de trabalho e a “linha inicial” de investigação, compartilhando essas informações com a sociedade.

Jhonatas Monteiro ressaltou o compromisso da CPI em esclarecer dúvidas e encontrar soluções para as questões em torno do contrato entre a prefeitura e o consórcio, bem como o contrato entre esse consórcio e os trabalhadores do comércio informal no Shopping Popular. “Existem muitos questionamentos e mistérios relacionados a esse tema, desde os contratos até as operações comerciais”, declarou o presidente da CPI.

A previsão é de que o relatório conclusivo da investigação seja elaborado em até 120 dias, a contar da data da instauração da CPI, que ocorreu em 7 de julho deste ano. Além do presidente Jhonatas Monteiro, a comissão conta com o vereador Luiz da Feira (Avante) como relator e Sílvio Dias (PT) como membro. Sílvio Dias substitui a atual presidente da Câmara, Eremita Mota (PSDB). Esses nomes foram designados pela Mesa Diretora do Legislativo durante a gestão 2021/2022 e aprovados em plenário.

O Shopping Popular de Feira de Santana é resultado de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre a Prefeitura e um consórcio empresarial. O empreendimento foi criado com o propósito de proporcionar um espaço comercial para os camelôs que há anos ocupavam locais como as ruas Marechal Deodoro e Sales Barbosa no centro da cidade. Inaugurado em 2021, o shopping prometia abrigar cerca de 1.800 unidades de venda para camelôs, 250 bancas para produtos de agricultura familiar, 100 espaços sociais e 500 lojas âncoras, beneficiando mais de 3.650 pequenos empreendedores.

No entanto, desde o início, o empreendimento enfrentou controvérsias. Os comerciantes, descontentes com diversos aspectos, denunciaram supostas irregularidades, incluindo valores elevados de aluguel e taxa de condomínio, bem como a possibilidade de despejo em caso de atraso no pagamento dessas obrigações financeiras.

A CPI visa a esclarecer essas denúncias e analisar a fundo as alegações dos comerciantes, buscando transparência e soluções efetivas para a situação do Shopping Popular em Feira de Santana.


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