Brasília vive momentos de tensão política após o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP, Alagoas), articular ações em resposta à demora do Governo Lula em fazer as indicações para ministérios. A relação entre Lira e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido marcada por divergências, e a expectativa do Centrão para obter cargos no governo intensifica as disputas nos bastidores.
As rusgas entre os poderes Executivo e Legislativo não são novidade, especialmente entre seus líderes, Lula e Arthur Lira. No entanto, a demora do Governo Lula em tratar das indicações para ministérios do Partido Progressista (PP) e do Republicanos tem elevado as tensões em Brasília.
Segundo o jornal O Globo, o presidente da Câmara não aceita perder protagonismo enquanto Lula tenta contornar as divergências com o deputado. Uma reunião entre os dois está agendada para quinta-feira (03/08/2023), mas a mídia destaca que as negociações para o ingresso dos aliados de Lira no governo já se arrastam há semanas.
O partido de Lira, o Progressistas, busca ocupar a presidência da Caixa Econômica Federal e mais um ministério, preferencialmente o do Desenvolvimento e Assistência Social. As nomeações seriam de pessoas de confiança do deputado: a ex-deputada federal Margarete Coelho, do PP do Piauí, para a Caixa, e o deputado André Fufuca, do PP do Maranhão, para o ministério.
O atraso nas tratativas irritou Arthur Lira, que tomou duas decisões: convocou uma reunião de líderes com petistas para informar que não votará nada na Câmara enquanto as trocas nos ministérios não forem definidas, e segurou a votação de projetos de interesse do governo, incluindo o novo marco fiscal.
Para Lira, sua anuência e protagonismo são essenciais para qualquer movimentação em seu território político. Ele deixou claro que a posição de articulador político tem “muita validade”.
Segundo analistas políticos, para Lula se livrar dessa pressão, ele precisa mostrar ao Congresso que o poder de Lira tem limites e que cabe a ele, como presidente da República, definir as diretrizes do governo. Enquanto isso, Arthur Lira busca garantir que um aliado ocupe seu lugar após seu mandato, mesmo não podendo disputar a reeleição.
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