A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou na terça-feira (12/09/2023) que fechou um acordo para pagar R$ 405 mil à mãe de Genivaldo de Jesus Santos, que morreu por asfixia dentro de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em maio do ano passado.
O acordo foi estabelecido no contexto de uma ação judicial movida pela família de Genivaldo em busca de indenização pelos atos dos policiais rodoviários envolvidos. De acordo com a AGU, o montante de R$ 400 mil será destinado a indenização por danos morais, enquanto outros R$ 5 mil cobrirão as despesas do sepultamento.
O caso ganhou notoriedade no ano passado após imagens divulgadas na internet mostrarem a ação policial que culminou na prisão de Genivaldo, que foi colocado no porta-malas de uma viatura depois de ser parado pelos agentes por trafegar de moto sem capacete em uma rodovia de Sergipe.
Durante a abordagem, um policial rodoviário lançou bombas de gás no interior do veículo e manteve a tampa do porta-malas fechada, impedindo Genivaldo de sair ou respirar.
No mês passado, o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, assinou a demissão dos três policiais rodoviários federais envolvidos na abordagem.
Apesar do acordo, a Justiça condenou o governo federal a pagar R$ 1 milhão por danos morais ao filho de Genivaldo, além de uma pensão mensal correspondente a dois terços do salário mínimo até que o filho complete 24 anos de idade. Em relação a essa sentença, a AGU informou que recorrerá.
*Com informações da Agência Brasil.







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