O procurador-geral da República, Augusto Aras, proferiu seu último discurso no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (21/09/2023), marcando o fim de seu mandato de quatro anos à frente do Ministério Público Federal (MPF). Aras destacou a condução discreta e eficiente das investigações criminais durante seu tempo no cargo, enfatizando a ausência de “espetáculos midiáticos”.
A sessão no STF marcou a despedida de Augusto Aras como procurador-geral, uma vez que seu mandato será encerrado na próxima terça-feira, 26 de setembro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será responsável por indicar o próximo procurador-geral da República.
Em seu discurso, Aras refutou as “falsas narrativas” que, segundo ele, foram associadas à sua gestão e destacou os esforços da Procuradoria-Geral da República (PGR) no combate à macrocriminalidade. Ele mencionou a criação de 27 Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) federais e a condução de investigações complexas que envolveram aproximadamente 500 autoridades com prerrogativa de foro.
O procurador-geral enfatizou que essas investigações avançaram de maneira discreta, sem alarde midiático e com total respeito ao devido processo legal. Além disso, Aras destacou a redução do acervo de processos em seu gabinete em comparação com a gestão anterior.
Aras também fez referência ao papel da PGR durante a pandemia da COVID-19 e as eleições presidenciais, enfatizando o cumprimento do dever constitucional e cívico da instituição. Ele concluiu seu discurso destacando que seu trabalho não foi individual, mas sim resultado do esforço coordenado de colegas comprometidos.
Com o fim de seu mandato, a indicação do próximo procurador-geral da República ficará a cargo do presidente Lula, um importante passo na condução do Ministério Público Federal e na continuidade das responsabilidades da PGR.
*Com informações da Agência Brasil.








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