No domingo (17/09/2023), durante a celebração do feriado de Rosh Hashaná, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu um discurso dirigido aos judeus americanos, nos quais os acusou de votar pela destruição dos Estados Unidos e de Israel ao apoiar seu sucessor, Joe Biden, nas últimas eleições presidenciais.
A polêmica declaração foi feita após Trump compartilhar um panfleto da organização “Judeus Saindo do Partido Democrata” (JEXIT), um grupo de lobby antidemocrata formado em 2018. O panfleto trazia a manchete: “Apenas um lembrete rápido para os judeus liberais que votaram para destruir os Estados Unidos e Israel porque acreditaram em falsas narrativas!” e concluía com votos de um “Feliz Ano Novo”. O ex-presidente pediu aos judeus americanos que “aprendessem com seus erros” e fizessem “escolhas melhores no futuro”.
Além das acusações, o panfleto mencionava ações que Trump tomou em nome de Israel, incluindo o reconhecimento da soberania israelense sobre as Colinas de Golã e os assentamentos na Cisjordânia. Também destacou medidas como a assinatura da lei educacional “Nunca Mais”, que destinou milhões de dólares à divulgação do Holocausto, e uma ordem executiva reconhecendo o Judaísmo não apenas como uma religião, mas também como uma nacionalidade.
A organização JEXIT, sediada na Flórida, se autodenomina como uma entidade sem fins lucrativos com o propósito de ajudar os judeus a entenderem que o Partido Democrata os abandonou e abandonou Israel. Eles acreditam que grande parte do núcleo do Partido Democrata atual é anti-Israel, antissemita e antiamericano.
Não é a primeira vez que Trump faz declarações controversas em relação aos judeus americanos. Em pesquisas recentes, o atual presidente, Joe Biden, lidera com uma margem significativa entre os eleitores judeus, com 72% contra 22% em favor de Trump, de acordo com o Instituto Eleitoral Judaico.
A declaração de Trump gerou reações diversas da comunidade judaica, com alguns expressando desaprovação e preocupação com as acusações feitas pelo ex-presidente, enquanto outros defenderam sua postura em relação a Israel e suas políticas pró-Israel durante seu mandato.
*Com informações da Sputnik News.
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