O governo federal anunciou uma proposta de reajuste de 1% para os servidores públicos no ano de 2024, reservando cerca de R$ 1,5 bilhão no Orçamento para essa finalidade. No entanto, a medida não foi bem recebida por sindicatos e representantes dos servidores, que consideram o aumento insuficiente diante das perdas salariais acumuladas nos últimos anos. A discussão aconteceu durante a reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) e levanta questões sobre a recomposição das remunerações dos funcionários públicos e o impacto dessa medida para o setor público.
De acordo com o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), a proposta de 1% de correção salarial é considerada inadequada diante das perdas acumuladas, que chegam a superar 30% para muitos servidores. Para o presidente do Fonacate, Rudinei Marques, a sugestão apresentada pelo governo não reflete as necessidades reais dos servidores e é uma afronta considerando os desafios enfrentados pelo setor nos últimos anos.
No entanto, o secretário de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, José Lopez Feijóo, ressaltou que o governo busca ampliar os recursos disponíveis e que, se houver aumento na arrecadação no segundo semestre, mais espaço poderá ser aberto para reajuste. Feijóo afirmou que a reconstrução do Estado é um processo longo e que a intenção do governo é trabalhar para apresentar uma proposta mais adequada aos servidores.
A medida também gerou preocupações por parte de sindicatos específicos. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) expressou descontentamento com a possibilidade de um reajuste linear de 1% para 2024. O presidente da entidade, Janus Pablo Macedo, afirmou que a proposta não atende às expectativas dos auditores fiscais, que não têm reajuste desde 2017 e esperavam uma correção que considerasse esse período sem aumento salarial.
A retomada da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), que havia sido interrompida em 2016, trouxe à tona debates essenciais sobre a recomposição salarial e a valorização dos servidores públicos federais. A discussão sobre o reajuste de 1% evidencia a complexidade desse processo, uma vez que envolve diversos fatores, incluindo a capacidade financeira do governo, a inflação acumulada e a busca por uma remuneração justa para os trabalhadores do setor público. Conforme a economia se recupera e a arrecadação aumenta, a expectativa é de que as negociações possam levar a reajustes mais significativos, atendendo às demandas dos servidores e buscando a equidade salarial.
*Com informações da Agência Brasil.










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