Em meio a uma situação preocupante em Feira de Santana, Bahia, 27 pessoas aguardam com ansiedade e angústia a transferência para unidades hospitalares, revelando um cenário crítico no sistema de saúde do município. Essas vagas tão aguardadas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado, cujo objetivo é priorizar o atendimento com base na gravidade da condição dos pacientes, independentemente de sua proximidade geográfica.
Até a última sexta-feira (08/09/2023), do total de pessoas à espera, 12 pacientes encontram-se na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Queimadinha, cinco na UPA Mangabeira e dez nas policlínicas municipais, distribuídas pelas localidades de Rua Nova, George Américo, Parque Ipê e Tomba.
Entre os casos que mais chamam a atenção e expõem a urgência da situação está o de um idoso de 69 anos, que sofre não apenas com angina instável, mas também com doença renal crônica. Esse paciente está há angustiantes 20 dias na UPA Queimadinha, à espera de uma vaga em uma unidade de alta complexidade capaz de proporcionar o tratamento adequado às suas condições de saúde. Da mesma forma, na UPA Mangabeira, uma idosa de 94 anos aguarda há cinco dias para ser transferida e receber o tratamento necessário para combater uma pneumonia bacteriana.
O Sistema de Regulação Estadual, implementado pelo Governo do Estado, é uma ferramenta essencial na busca por uma distribuição justa e equitativa de recursos hospitalares. Ele avalia os pacientes com base em critérios médicos e clínicos, priorizando aqueles que apresentam maiores riscos à saúde. Quando a necessidade de assistência hospitalar é confirmada, os profissionais da unidade de saúde solicitam a regulação no sistema, buscando garantir que o paciente receba a assistência adequada o mais rápido possível.
A situação dos pacientes à espera de transferência em Feira de Santana é um chamado urgente para a necessidade de uma gestão mais eficaz dos recursos de saúde e um redirecionamento das políticas públicas para garantir que todos tenham acesso rápido e igualitário aos cuidados médicos necessários.








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