O depoimento do general Marco Edson Gonçalves Dias, conhecido como GDias, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro de 2023, que investiga os ataques às sedes dos Três Poderes no início do ano, gerou divergências entre parlamentares quanto à sua responsabilidade no ocorrido. Enquanto a oposição critica sua atuação na mobilização das tropas de segurança, alegando falhas graves, os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontam sabotagem por parte de militares ligados ao governo anterior de Jair Bolsonaro.
No decorrer do depoimento, GDias atribuiu parte da responsabilidade pelo fácil acesso dos manifestantes à Praça dos Três Poderes à ineficiência da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar do Distrito Federal. O senador Sergio Moro (União-PR), ex-ministro da Justiça, concordou que houve falhas na atuação dessas instituições, mas também questionou o papel do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no incidente.
Magno Malta (PL-ES), outro membro da CPI, confrontou GDias com uma declaração do presidente Lula, que insinuou que alguém teria facilitado a entrada dos manifestantes no Palácio do Planalto. O general não comentou diretamente a fala do presidente, mas reconheceu que “sempre há falhas em qualquer tipo de operação” e anunciou a abertura de uma sindicância investigativa.
Entretanto, para parlamentares da oposição, a principal falha de GDias foi manter oficiais ligados ao governo anterior em cargos estratégicos, incluindo o general Carlos Penteado, secretário-executivo do GSI desde a gestão do general Augusto Heleno, que chefiou o GSI no governo Bolsonaro. Para eles, GDias não exonerou esses oficiais, que eram abertamente ligados a ideias golpistas, o que teria contribuído para os eventos de 8 de janeiro.
Em contrapartida, governistas argumentam que GDias foi sabotado por esses militares que estavam no GSI desde a gestão anterior. Alegam que ele não poderia ter exonerado esses oficiais rapidamente e que a falha não foi dele, mas sim dos elementos que integravam a equipe de Heleno.
A CPMI continua a investigação para determinar onde houve culpa e dolo no episódio dos ataques às sedes dos Três Poderes, enquanto a divisão de opiniões entre parlamentares demonstra a complexidade das questões envolvidas e a necessidade de um aprofundamento nas investigações.
*Com informações da Agência Senado.
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