A inclusão de estudantes surdos na educação municipal é um sucesso notável na Escola Municipal Norma Suely Mascarenhas e no Centro Municipal Integrado de Educação Inclusiva Colbert Martins da Silva, em Feira de Santana. O apoio oferecido a esses estudantes não apenas facilita a comunicação, mas também os ajuda a prosperar academicamente e socialmente.
João Pedro Cruz, um estudante surdo do 4º ano do Ensino Fundamental, é um exemplo brilhante dessa abordagem inclusiva. Ele frequenta a Escola Municipal Norma Suely Mascarenhas e recebe apoio no Centro Municipal Integrado de Educação Inclusiva Colbert Martins da Silva. Uma intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) auxilia João nas aulas regulares, enquanto no turno oposto, ele participa do Atendimento Educacional Especializado (AEE) em surdez.
Atualmente, 29 estudantes surdos ou com deficiência auditiva estão matriculados na rede municipal de ensino. Eles frequentam as aulas regulares e, no turno oposto, são alfabetizados em Libras como primeira língua (L1) e em Língua Portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua (L2).
João Pedro, um menino alegre e dedicado ao aprendizado, descreve com amor o ambiente acolhedor e inclusivo do Centro de Educação Inclusiva e de sua escola. Embora seja o único estudante surdo em sua unidade, todos os esforços são feitos para tornar o espaço acolhedor e inclusivo.
Para a professora Graciele Silva, a missão de educar João Pedro é uma das mais nobres e desafiadoras de sua carreira, pois ela aprende diariamente sobre diversidade, respeito, amor e inclusão. Graciele incorpora a Libras às atividades da turma e adapta as atividades de João para garantir seu pleno desenvolvimento.
As aulas são traduzidas para Libras com o auxílio de uma intérprete, no caso de João Pedro, Cristiane Barbosa Reis. O intérprete atua como a voz do professor, enquanto todo o processo pedagógico é conduzido pelo docente. Além disso, Cris dedica tempo para ensinar Libras à turma.
No Centro de Educação Inclusiva, os alunos têm a oportunidade de aprender a Língua Brasileira de Sinais e participar de atividades de socialização. Aglaia Muritiba, professora do AEE na área de Surdez, destaca a importância de manter viva a língua de sinais e buscar uma educação de qualidade para todos.
Para Michele Paixão Cruz, mãe de João Pedro, o suporte que seu filho recebe faz toda a diferença em suas vidas. Ela observa que seu filho está se desenvolvendo e se expressando cada vez melhor, e agradece à escola e ao Centro por serem sua segunda família e seu apoio constante.








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