O Salão do Chocolate em Paris é o epicentro do mundo do chocolate, e o Brasil marcou sua presença com uma delegação composta por produtores das regiões Norte e Nordeste. Eles têm como objetivo destacar a alta qualidade do cacau brasileiro e seus derivados, focando em promover a sustentabilidade do cultivo.
Em um encontro na embaixada do Brasil em Paris, os produtores se uniram a representantes comerciais franceses e chefs para apresentar uma gama de produtos derivados do cacau, desde amêndoas até chocolates finos. O evento visa a chamar a atenção para as características únicas do cacau brasileiro e seu potencial no mercado internacional.
Segundo Kassandra Renê, da fazenda Abelha Cacau na Transamazônica, o cacau possui um dos maiores poderes antioxidantes, superando até mesmo a uva e o açaí. Além disso, a Abelha Cacau incorpora princípios de sustentabilidade e educação ambiental em suas práticas.
Jedielcio Oliveira, da Cooperativa Central de Produção Orgânica da Transamazônica e Xingu, destaca o compromisso com amêndoas de cacau de qualidade, certificação orgânica e justiça no mercado, promovendo pequenos produtores. No entanto, ele aponta a rastreabilidade como um desafio a ser superado para atender às crescentes demandas do mercado internacional.
Gerson Marques, produtor e “chocolate maker” da Fazenda Yrerê na Bahia, enfatiza a importância da qualidade do cacau brasileiro e como a indústria do chocolate tem evoluído desde os desafios enfrentados na década de 1980, quando a doença da vassoura de bruxa prejudicou a produção. Ele observa que crises também podem abrir caminhos, levando à migração de produtores de cacau para produtores de chocolate, resultando em iniciativas focadas em produzir chocolates de alta qualidade, com respeito aos valores ambientais e à riqueza da floresta atlântica brasileira.
Além da ênfase na sustentabilidade, os produtores brasileiros adotam o termo francês “terroir” para destacar as características únicas do cacau nativo. Francisco Pereira Cruz, da CooperCau, destaca os sabores e aromas distintos do cacau amazônico derivados das características da região e do clima.
A CAMTA (Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu) apresenta uma história de desafios e superações. Fundada por descendentes de japoneses que desbravaram a Amazônia, a cooperativa se adaptou à decadência da monocultura de pimenta-do-reino devido à fusariose e se concentrou no desenvolvimento da agricultura sustentável, incluindo produtos amazônicos como cacau e açaí, que já são exportados para a Alemanha.
Os produtores brasileiros continuam a inovar e a mostrar que o cacau do Brasil não apenas tem qualidade, mas também uma história de resiliência e um compromisso com a sustentabilidade que está ganhando reconhecimento nos mercados internacionais.
*Com informações da RFI.
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